A cidade de Vespasiano, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, está envolta de um turbilhão de acusações e questionamentos.
Prefeitura investe em anúncios questionáveis e pode ser indiciada por peculato
A prefeitura direcionou uma significativa quantia de dinheiro público para anúncios em revista, que levanta suspeitas. Entenda!
A prefeitura do município direcionou uma significativa quantia de dinheiro público para anúncios na revista “Impactto”, cujo quadro de diretores inclui ninguém menos que Aurelio Henrique Salles, responsável pela área de comunicação da administração municipal.
A situação, que extrapola os limites éticos e legais, levanta suspeitas sobre possíveis crimes de peculato e improbidade administrativa.
Nesse intrigante enredo, advogados consultados alertam para as implicações dessa prática, destacando a suposta violação da dedicação exclusiva exigida pelo cargo comissionado de Salles.
Escândalo em anúncios da Prefeitura de Vespasiano
Apesar de não constar como sócio formal da revista, Salles foi apresentado como um dos responsáveis pela publicação e assina seus editoriais, além de ter seu rosto exibido no expediente. Essa ligação estreita entre o funcionário público e a revista causa questionamentos éticos e legais.
Na última edição da revista “Impactto”, a Prefeitura de Vespasiano apareceu em anúncios relacionados à dengue e à promoção do município como “cidade-polo do vetor Norte” e “destino certo para investir”.
A suspeita recai sobre o fato de que, nas últimas cinco edições, a prefeitura anunciou quatro vezes em páginas duplas e duas vezes em página inteira, resultando em um gasto público superior a R$ 70.000.
Os valores cobrados pela revista também chamaram atenção. De acordo com a tabela de preços, um anúncio de página inteira custa R$ 7.000, enquanto um anúncio de página dupla está orçado em R$ 14.000.
Esses altos valores e a frequência com que a prefeitura investe na revista levantam suspeitas de favorecimento.
Prefeitura de Vespasiano em polêmica: violação de normas e defesa contestada
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Diante dessas revelações, a prefeitura tenta se defender argumentando que Salles, como comissionado, não tem uma jornada de trabalho fixa e pode exercer atividades particulares durante o expediente.
No entanto, especialistas em direito público afirmam que o cargo comissionado exige dedicação exclusiva, conforme estabelecido pelo Estatuto do Servidor Público.
O Estatuto do Servidor de Vespasiano também estabelece regras para a jornada de trabalho e considera incompatível o exercício de cargo público com a participação em empresas que mantenham relações comerciais ou administrativas com o município.
Dessa forma, essa clara violação das normas internas da prefeitura intensifica as acusações de irregularidades.
Imagem: Farknot Architect | shutterstock.com
