Patrimônios históricos são locais que contam, às vezes melhor do que palavras, histórias de pessoas, locais e marcas culturais de quem por ali passou. Em pequenas comunidades, alguns pontos tradicionais funcionam como espaço para socialização e compartilhamento de experiências e até de fé.
Porém, no bairro São Jorge, em Maceió – AL, a Prefeitura tomou uma decisão que causou revolta entre os moradores. No último domingo, dia 11 de junho, foi emitido um pedido de demolição de uma igreja local, sob a justificativa de que a edificação foi construída em área pública. A solicitação partiu da Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs).
Falta de empatia das autoridades
Conhecida pelos moradores como uma “capelinha”, o local desempenhava um papel importante na comunidade. Segundo relatos, a igreja era frequentemente utilizada para a realização de missas, rezas do terço e outras atividades religiosas.
Era um espaço modesto, sem alvenaria, mas carregava grande valor simbólico para os fiéis. Um vídeo publicado por um morador e frequentador da capela, denuncia a falta de empatia e diálogo das autoridades.
No registro, um homem comenta que a comunidade recebeu uma notificação sobre a demolição e esperava o prazo para recorrer. Entretanto, no mesmo dia, viaturas chegaram ao local para garantir a demolição. No momento, alguns fiéis se reuniam sob a tenda em um momento de culto.
A importância para a comunidade
Espaços de convívio religiosos tradicionais desempenham um papel fundamental nas pequenas comunidades. São nesses locais que os moradores se reúnem para celebrar sua fé, compartilhar momentos de oração e fortalecer os laços.
Além disso, são verdadeiros pilares culturais, preservando tradições e costumes que são passados de geração em geração. Dessa forma, esses locais são fundamentais para fortalecer a identidade local, promover a solidariedade e contribuir para o bem-estar coletivo.
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