A prefeitura de São Paulo sancionou lei que cria uma nova data comemorativa. O prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), criou o dia “Bruno Pereira e Dom Phillips de Defesa da Amazônia e dos Povos Indígenas”, mortos em junho do ano passado, no Amazonas.
Bruno e Dom desapareceram em junho de 2022, no Vale do Javari. O Vereador Toninho Vespoli (PSOL) criou a proposta de lei em agosto de 2022, aprovada em março deste ano.
O vereador justifica que São Paulo, como a maior e mais importante cidade do Brasil, deve ser linha de frente na luta para defender a Amazônia e os povos indígenas. Dessa forma, dia 05 de junho será a data comemorativa em homenagem aos dois.
História por trás da data comemorativa de SP
Bruno, indigenista e Dom, jornalista, viajaram juntos em 5 de junho de 2022 para Atalaia do Norte (AM), na região de Vale do Javari, próxima à fronteira com o Peru. Nesta região, a invasão de madeireiros e garimpeiros é comum.
Dom estava escrevendo um livro, intitulado “Como Salvar a Amazônia?”, e pretendia realizar entrevistas com os líderes indígenas da região. No dia 5 de junho começaram a subir o Rio Itaquaí, a caminho de volta para Atalaia do Norte. Na rota, pararam na região de São Rafael para visitar um dos líderes comunitários.
No entanto, a viagem que deveria durar duas horas, não teve fim – ambos desapareceram no trajeto. A prisão dos suspeitos começou a acontecer nesse período.
Bruno e Dom foram assassinados, esquartejados, queimados e enterrados por Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”. No entanto, encontraram os corpos apenas 10 dias depois, a mais de 172km da última localização da dupla.
Como resultado, a prefeitura de São Paulo sancionou a lei para memorizar Bruno e Dom, garantindo a data comemorativa para 5 de junho.
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