Recentemente, um caso envolvendo Bolsonaro e joias sauditas veio à tona. A polêmica envolvendo o caso ocorreu porque os supostos presentes do governo da Arábia Saudita entraram de forma ilegal no país, isto é, sem pagar os devidos impostos.
Presente esquecido: Bolsonaro diz à PF que não sabia das joias, avaliadas em mais de R$ 16 milhões
Caso de joias sauditas viram assunto novamente e Bolsonaro diz a PF que não sabia dos itens de luxo. Confira detalhes do depoimento.
Assim, as joias avaliadas em R$ 16,5 milhões estavam na mochila de um assessor de Bento Albuquerque, na época ministro de Minas e Energia. Ao Estadão, o político revelou que o presente era para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
De volta ao Brasil, Bolsonaro teve que se explicar à Polícia Federal, que só soube da existência dos itens em dezembro do ano passado, um ano depois das joias chegarem ao Brasil. Em sua defesa, o ex-presidente alegou que não se recorda de quem o avisou que a Receita Federal havia apreendido as joias.
O que Bolsonaro disse em seu depoimento?
O ex-presidente prestou depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília durante três horas. Desse modo, ele precisou falar a respeito dos três conjuntos de joias que recebeu do governo saudita. Apesar do caso ter ocorrido há bastante tempo, Bolsonaro diz que só ficou sabendo das joias em dezembro de 2022.
Contudo, a reportagem do Estadão revelou que o governo tentou reaver o pacote no mesmo ano em que a Receita o confiscou. Além disso, uma dessas tentativas veio do gabinete presidencial. No total, o governo fez oito tentativas para reaver as joias.
Vale destacar, ainda, que a PF investiga se o ex-presidente cometeu o crime de peculato ao tentar manter as joias para si. Esse tipo de crime acontece quando um servidor público se apropria de dinheiro ou bens dos quais possui em razão de seu cargo. A penalidade para essa infração é de 2 a 12 anos e há multa.
No entanto, Bolsonaro não foi o único a prestar depoimento, visto que o ex-ajudante de ordens, Mauro Cid Barbosa e José de Assis Ferraz Neto, ex-subsecretário-geral da Receita, também falaram a PF na última quarta.
Outros itens que fazem parte da investigação
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Além dos dois conjuntos de joias, Bolsonaro precisou responder perguntas sobre o recebimento de uma pistola e um fuzil.
O fuzil e a pistola custam bem caro, modelos semelhantes no site Casa do Tiro custam, respectivamente, entre R$ 32 mil e R$ 42 mil e R$ 5,9 mil e R$ 15,6 mil. Apesar disso, os valores no mercado internacional podem variar dependendo da procedência do item.
Imagem: Salty View / Shutterstock.com
