Nos últimos dias, a presidência da Caixa Econômica Federal tem sido cobiçada pelo Centrão, que quer mais espaço no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após ajudá-lo a aprovar a reforma tributária na Câmara dos Deputados.
Presidente da Caixa faz importante comunicado
Recentemente, Maria Rita Serrano, atual presidente da Caixa Econômica Federal, abordou a manutenção de seu cargo. Entenda a situação!
Diante disso, nesta quinta-feira (27), Maria Rita Serrano, atual presidente do banco público, afirmou que é “muito teimosa” e que continuará à frente da instituição.
Nesse sentido, Serrano relembrou, durante evento para o lançamento de medidas de ampliação da diversidade na Caixa, os momentos em que enfrentou o preconceito ao longo de sua carreira. Rita afirmou que, para ser uma mulher em cargo de poder, é preciso “o tempo todo provar que é capaz”.
Apoio das associações à presidente da Caixa
Diante da tentativa do Centrão de tomar o comando da Caixa, oito associações de empregados da instituição publicaram um manifesto conjunto. Nesse, elas defendem a permanência de Maria Rita na presidência do banco público.
De acordo com a coluna de Matheus Leitão, da Veja, o texto afirma que “a Caixa necessita de foco” e não pode “ficar exposta a interesses sem compromisso com o povo brasileiro”. Assim, assinaram o manifesto as principais entidades representativas das carreiras do banco, sendo elas:
- Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa Econômica Federal (Fenag);
- Associação dos Advogados (Advocef);
- Associação dos Auditores Internos (AudiCAIXA);
- Associação dos Avaliadores de Penhor (Anacef);
- Associação dos Empregados da Caixa no Trabalho Social (SocialCAIXA);
- Associação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec);
- Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do Rio Grande do Sul (Apcef/RS).
Cultura do medo
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Serrano ainda relembrou de quando era a única mulher no Conselho de Administração da Caixa, quando teve que lidar com assédios e reuniões agressivas. Maria Rita assumiu o comando da empresa em janeiro deste ano e, desde então, afirma que tem trabalhado para reduzir a cultura do medo no banco público.
Em 2022, a Caixa enfrentou uma série de denúncias de assédio sexual e moral, quando Pedro Guimarães comandava a instituição financeira. Assim, a nova gestão do banco tem trabalhado pela valorização das mulheres que atuam na instituição.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com
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