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Presidente da Fiesp critica Selic a 13,75% às vésperas da reunião do Copom

De acordo com o presidente da Fiesp, o atual patamar da taxa básica de juros do Brasil impacta na reindustrialização do país.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Fachada do prédio da Fiesp, em São Paulo, com os letreiros das instituições Fiesp, Ciesp, Sesi e Senai

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Josué Gomes, criticou a Selic a 13,75% às vésperas da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central (BC).

De acordo com Gomes, o atual patamar da taxa básica de juros do Brasil impacta na reindustrialização do país. O Copom se reunirá nesta terça-feira (21) e na quarta (22) para definir a política monetária nacional. O anúncio sobre a taxa Selic sairá apenas no último dia de reunião.

O encontro é bastante esperado, já que o assunto é um dos principais imbróglios entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Presidente da Fiesp criticou justificativa sobre patamar da Selic

Josué Gomes criticou a justificativa dada pelo Banco Central sobre o atual patamar da Selic. De acordo com o presidente da Fiesp, a dívida brasileira corresponde a 45% do PIB. Sendo assim, na sua avaliação, não seria um cenário crítico.

“Esta não é uma boa explicação das pornográficas taxas de juros que praticamos no Brasil, e, se não abaixarmos as taxas de juros, de nada vai adiantar fazermos políticas industriais”, afirmou. A declaração ocorreu na conferência internacional sobre desenvolvimento sustentável organizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Gomes cobrou reforma tributária 

Além disso, Josué Gomes cobrou uma reforma tributária com o objetivo de criar “isonomia” entre os setores da indústria. “Nos ofereçam as mesmas condições oferecidas ao agro e também teremos uma indústria pop, tech e tudo”, afirmou, fazendo referência ao comercial da Rede Globo sobre o setor do agronegócio.

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Alckmin pediu “bom senso” sobre Seclic

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, também criticou a Selic. Nesta segunda-feira (20), durante participação no evento, Alckmin afirmou que juros geram impactos fiscais no governo. Diante disso, o vice-presidente pediu “bom senso” ao Copom para a decisão da taxa de juros do país. 

Imagem: Jo Galvao / shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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