O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Josué Gomes, criticou a Selic a 13,75% às vésperas da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central (BC).
Presidente da Fiesp critica Selic a 13,75% às vésperas da reunião do Copom
De acordo com o presidente da Fiesp, o atual patamar da taxa básica de juros do Brasil impacta na reindustrialização do país.
De acordo com Gomes, o atual patamar da taxa básica de juros do Brasil impacta na reindustrialização do país. O Copom se reunirá nesta terça-feira (21) e na quarta (22) para definir a política monetária nacional. O anúncio sobre a taxa Selic sairá apenas no último dia de reunião.
O encontro é bastante esperado, já que o assunto é um dos principais imbróglios entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Presidente da Fiesp criticou justificativa sobre patamar da Selic
Josué Gomes criticou a justificativa dada pelo Banco Central sobre o atual patamar da Selic. De acordo com o presidente da Fiesp, a dívida brasileira corresponde a 45% do PIB. Sendo assim, na sua avaliação, não seria um cenário crítico.
“Esta não é uma boa explicação das pornográficas taxas de juros que praticamos no Brasil, e, se não abaixarmos as taxas de juros, de nada vai adiantar fazermos políticas industriais”, afirmou. A declaração ocorreu na conferência internacional sobre desenvolvimento sustentável organizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Gomes cobrou reforma tributária
Além disso, Josué Gomes cobrou uma reforma tributária com o objetivo de criar “isonomia” entre os setores da indústria. “Nos ofereçam as mesmas condições oferecidas ao agro e também teremos uma indústria pop, tech e tudo”, afirmou, fazendo referência ao comercial da Rede Globo sobre o setor do agronegócio.
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Alckmin pediu “bom senso” sobre Seclic
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, também criticou a Selic. Nesta segunda-feira (20), durante participação no evento, Alckmin afirmou que juros geram impactos fiscais no governo. Diante disso, o vice-presidente pediu “bom senso” ao Copom para a decisão da taxa de juros do país.
Imagem: Jo Galvao / shutterstock.com
