Em janeiro deste ano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou seu projeto de uma moeda comum entre o Brasil e a Argentina. No entanto, muitos interpretaram que se tratava de uma moeda única entre os dois países.
Presidente do Banco Central faz importante comunicado sobre moeda única
O presidente do Banco Central deu sua opinião acerca da criação de uma moeda única para o Mercosul. Veja mais detalhes!
Ainda, no mesmo mês, o petista afirmou que o projeto não se tratava de uma moeda única, já que não substituiria as atuais correntes (Real e Peso Argentino), como pretendia seu antecessor, Paulo Guedes.
Diante disso, recentemente, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, apontou que a adoção de uma moeda única para transações internacionais é “desnecessário”, caso seja possível interligar sistemas de pagamento de vários países. Entenda a situação!
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Avanço da moeda única
De acordo com Campos Neto, ainda é possível avançar em tecnologias de pagamentos digitais, facilitando as transações internacionais. Para ele, a digitalização dos pagamentos é mais eficiente para o mercado do que a criação de uma moeda única.
Atualmente, a moeda única já é adotada na zona do euro e membros do governo brasileiro têm defendido a adoção para operações no Mercosul. Conforme Campos Neto, tal criação faria com que o país perdesse o controle de sua política monetária.

Ademais, com os avanços tecnológicos, há outras possibilidades técnicas que permitem conectar mercados com moedas diversas.
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Uso da tecnologia
Para o presidente do BC, o avanço da tecnologia e o aumento do uso da inteligência artificial pelo BC está atraindo investimento para as empresas. Segundo Campos Neto, um dos estudos realizados sobre o tema mostrou que as empresas tiveram maior sucesso ao investir mais em inteligência artificial.
Assim, essas companhias têm colocado a tecnologia para auxiliar os funcionários com o trabalho e não para substituir a mão de obra. Porém, há representantes da indústria que afirmam que há um certo “exagero” na valorização das empresas que atuam na área de tecnologia. Já Campos Neto ressaltou que elas permitem “mais velocidade, mais computação, mais dados e inteligência artificial”.
Imagem: Box Lab / shutterstock.com
