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Presidente do BC alerta Haddad e Mercadante sobre volta do crédito subsidiado

De acordo com Roberto Campos Neto, existe risco de o país retornar à "massa grande" de crédito subsidiado como combate à inflação.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Foto de Fernando Haddad

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, fez alerta ao futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e ao presidente do BNDES indicado por Lula (PT), Aloizio Mercadante, nesta quinta-feira (15). De acordo com o presidente do BC, existe risco de o país retornar à “massa grande” de crédito subsidiado.

Os avisos foram feitos na apresentação do último Relatório Trimestral de Inflação do ano. O presidente do BC enviou alerta sem fazer menção ao BNDES ou ao governo eleito.

Haddad e Campos Neto se encontraram para primeira reunião 

Haddad e Campos Neto se reuniram nesta semana pela primeira vez para uma reunião a respeito da política fiscal do Brasil. Além disso, colocaram em pauta também a importância da condução conjunta da política econômica entre Ministério da Fazenda e Banco Central (BC). 

Assim, de acordo com o presidente do BC, o alerta feito foi para o risco de o país voltar à “massa grande” de crédito subsidiado para combater a inflação por meio da política de juros. 

Qual é a principal preocupação do mercado?

A principal preocupação do mercado é o estímulo de crédito através de taxas subsidiadas, como as adotadas durante o governo de Dilma Rousseff, do qual Aloizio Mercadante foi ministro da Educação, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Casa Civil. Assim, os investidores têm medo de que essa política volte por meio de Mercadante no comando do BNDES. 

O presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Isaac Sidney, conversou com Mercadante, que afirmou que essa política não será tomada neste governo. Ainda assim, a declaração não fez com que o mercado se acalmasse e desconsiderasse a possibilidade. 

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Além disso, a mudança na Lei das Estatais, aprovada no Congresso como ferramenta para que Mercadante pudesse assumir o cargo, também gerou insegurança no mercado.

Outra insegurança foi a figura de Haddad no ministério da Fazenda. O petista causou tensão nos investidores quando afirmou que o governo terá como foco a política de crédito com objetivo de crescimento.

Imagem: Reprodução | Twitter (@Haddad_Fernando)

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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