Após terem trocado farpas ao longo do último mês, aparentemente a paz começou a reinar entre o Banco Central (BC) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente da instituição, Roberto Campos Neto, normalizou as críticas recebidas em relação à alta de juros, afirmando que as pessoas deveriam dar uma chance para o político.
Presidente do BC sai em defesa de Lula após troca de farpas; veja
O presidente do Banco Central, Campos Neto, defendeu o governo de Lula nesta terça-feira (14); veja o motivo
O representante do órgão regulador, nesta terça-feira (14), afirmou que Lula está há poucos dias no governo e é difícil avaliar. Ele destacou que o investidor é extremamente “apressado e afoito”, pedindo que o mercado financeiro tenha “mais boa vontade” com o governo.
Ainda em sua fala, Campos Neto exaltou o papel que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem tido nas conversas envolvendo a política monetária. Segundo o presidente, o petista demonstra uma “boa vontade enorme”.
Opinião sobre o governo
Questionado sobre a opinião de Campos Neto em relação ao governo Lula durante um evento do BTG Pactual, o presidente do BC afirmou que acredita que estamos na “direção certa” e que o debate dos últimos dias tem sido positivo.
Contrariando muitos economistas, o representante do órgão regulador afirmou que comentar sobre os juros e fazer críticas é algo natural. Além disso, destacou que, havendo instituições fortes, pode acontecer um debate intenso sem que isso afete o mercado e as expectativas econômicas.
Aceno à Lula
Vale relembrar que, desde janeiro, Lula tem feito críticas ao Banco Central, afirmando que a Selic deveria descer do patamar de 13,75%. Após Campos Neto afirmar que a taxa estava no valor correto para combater a alta da inflação, o político deu a entender que gostaria de acabar com a autonomia do BC para poder voltar a indicar um nome seu, de confiança, para a chefia do órgão.
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Haddad apaziguou a situação e aparentemente fez Lula desistir, no momento, da ideia, após o Congresso dar a entender que não aprovaria tal medida. Campos Neto também parece querer deixar tudo ameno, fazendo um aceno ao presidente.
Na última segunda-feira (13), o presidente do BC participou do Roda Viva, da TV Cultura. No programa, afirmou que faria de tudo para tentar uma aproximação com o governo, pelo bem da economia brasileira.
Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil
