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Presidente do PT ataca Banco Central: ‘diretoria bolsonarista’

Após decisão polêmica do Copom, a presidente do PT tece críticas e cobra posição do senado sobre o BC. Entenda o caso.

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Fachada do Banco Central do Brasil

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, se juntou a outros políticos e entidades nas críticas à decisão do Banco Central do Brasil em manter a taxa de juros. Segundo Gleisi, o Senado Federal deve tomar medidas em relação ao BC.

O posicionamento da política acontece em meio à decisão do Comitê de Política Monetária, o Copom, na noite da última quarta-feira (21). Na ocasião, optaram por manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ano.

Assim, tanto a presidente do PT, quanto outras entidades relacionadas ao poder público, especialmente da base do governo, se posicionaram sobre a decisão do BC. Além disso, entidades públicas e privadas também divulgaram notas em crítica ao Banco Central.

Posição da presidente do PT

Em meio ao anúncio do Copom, Gleisi Hoffman criticou duramente a decisão do BC. Segundo ela, “está na hora do Senado agir, com os poderes que a lei confere, para cobrar Campos Neto e a diretoria bolsonarista do Banco Central”.

Segundo Gleisi, o BC e o Copom “sabotam a economia e atuam propositalmente contra o país. Não há mais como tolerar esta situação. O certo é a saída desse pessoal”, em referência a Roberto Campos Neto, atual presidente da entidade.

Além disso, a presidente do PT chamou tanto Campos Neto quanto a diretoria de “bolsonarista”. Guilherme Boulos (Psol), deputado federal, foi outro nome a se posicionar sobre o tema, chamando a decisão do Banco Central de “cara de pau” e “agiotagem”.

Cobrança de mudanças de posicionamento

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Além da presidente do PT e de outros políticos, entidades também cobraram o posicionamento do BC. Por exemplo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, divulgou uma nota indicando que o Banco Central deve “decidir pelo início do ciclo de baixa da taxa de referência, dando fôlego às economias”.

Por fim, o Conselhão, em nota com seus 51 membros, também cobrou um posicionamento diferente. Portanto, o descontentamento da presidente do PT e de outras entidades deve fazer a pressão aumentar sobre a entidade.

Imagem: Arnaldo Jr / Shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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