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Presos pagavam FORTUNA para tirar tornozeleira eletrônica

Um agente penal foi afastado por cobrar R$ 30 mil para afrouxar tornozeleiras eletrônicas de presos. Entenda o caso!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Pessoa instalando tornozeleira eletrônica.

Um agente penal foi afastado por cobrar R$ 30 mil para afrouxar tornozeleiras eletrônicas de presos. A ação foi descoberta pela Polícia após uma advogada ser presa com o item em um nécessaire.

A ideia era que os presidiários pudessem transitar sem o aparelho, deixando-os em casa, em bolsas ou até nos próprios cachorros. No entanto, toda a fraude foi desmascarada pela polícia.

A advogada Simone Pontes de Melo foi detida em estacionamento de shopping na Barra da Tijuca – bairro nobre da zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Sua condenação foi de 14 anos de prisão por matar seu marido e ela cumpria a pena em regime semiaberto.

Entenda o caso

Simone deveria estar utilizando sua tornozeleira eletrônica, mas o item estava guardado em sua bolsa, como se fosse um produto de maquiagem. Em seu depoimento, declarou que negociou com o agente penitenciário Douglas Reis de Andrade para a soltura do equipamento.

Ainda, disse que, da maneira como a tornozeleira estava instalada, ela conseguia retirá-la com facilidade. Também ressaltou que o agente pediu que ela o indicasse para outros detentos.

Depois disso, o agente passou a cobrar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para poder afrouxar a tornozeleira eletrônica de diversos detentos, de maneira que eles pudessem retirá-la depois. O agente penitenciário foi afastado de suas funções.

Desdobramento do caso da tornozeleira eletrônica

A declaração de Simone levou a Polícia Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) a descobrirem um esquema de fraudes bem mais extenso. Segundo os levantamentos de registro de movimentação, são centenas de condenados que passam o dia “parados”.

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De acordo com o delegado Rodrigo Coelho, é comum que instalem a tornozeleira eletrônica também em cachorros que moram na residência, pela movimentação também ser similar a de humanos.

Por fim, a advogada foi liberada após depoimentos com uma nova tornozeleira. Tendo em vista o que descobriram, a Justiça determinou a sua volta à prisão, mas o sinal de sua tornozeleira sumiu e ela está desaparecida.

Imagem: Stock City / Shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.