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Previdência privada no Pix? Conheça nova tendência

Com certeza você já ouviu falar na ferramenta Pix; pois saiba que agora você pode associa-la aos planos de previdência. Entenda!

Avatar de Vanessa Costa Vanessa Costa · · 2 min de leitura
Mão de uma pessoa segurando um celular com logo do Pix na tela. Ao fundo, um teclado de notebook, caneta e calculadora.

Desde o fim de 2020, quando o Pix foi criado, a ferramenta se popularizou entre os usuários, sendo aderida por todos os bancos atuantes no Brasil.

O modo de transferência financeira instantâneo já faz parte do nosso dia a dia em pagamentos de lojas, transferências entre contas e até na compensação de contas mensais.

Afinal, apenas em 2022, o Banco Central (BC) registrou 29% de todas as transações efetuadas por Pix no país, segundo informações divulgadas pela autoridade monetária na última terça-feira (30).

A novidade é que a partir do próximo ano, você poderá programar o pagamento de previdências privadas utilizando a ferramenta. Entenda agora!

Entenda o “Pix recorrente”

Em suma, o pagamento do Pix pode ser feito ao digitar o código do receptor, seja ele um número de celular, CNPJ, CPF, e-mail ou chave aleatória, ou pela leitura de QR Codes. Agora, o Banco Central está em processo de elaboração de uma nova modalidade para os pagamentos, chamada “Pix recorrente”.

O BC informa que a ferramenta funcionaria de forma semelhante ao débito em conta e o usuário poderia realizar os pagamentos sem precisar digitar a chave Pix ou fazer a leitura do QR Code, apenas autorizando o desconto mensal previamente.

No caso do uso para pagamento de planos mensais, a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) considera alguns pontos positivos na novidade, pois pode facilitar a redução de custos para as seguradoras do setor, tornando o processo mais lucrativo.

Afinal, como a maior parte das contribuições são feitas por débito automático, elas geram despesas às seguradoras, que precisam se adequar disponibilizando custos para convênios bancários. Como explica o diretor da Federação, Amâncio Paladino:

“Pensando nos planos individuais, esses valores no fim acabam tendo custo para a própria seguradora, que não é cobrado do cliente. Mas a ideia do Pix permite uma interface única, economizando, em tese, custos de desenvolvimento. É possível debitar e receber recursos de qualquer lugar”.

Vale lembrar também da praticidade da ferramenta. Ao ser aderida nas seguradoras, basta o cliente autorizar a transação e ela vai ser feita mensalmente de forma automática, identificando quem pagou e enviando a quantia de modo instantâneo na data estabelecida.

Mas, para que a modalidade entre em funcionamento nos planos de previdência, a prática precisa ser regulamentada pela Superintendência de Seguros Privados do país. Depois disso, cabe ao mercado aguardar e influenciar a aderência do sistema, tanto pelas empresas como pelos usuários dos planos.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

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