A crise causada pela pandemia do novo coronavírus certamente vai impactar todos os negócios, uns mais e outros menos. As empresas que já enfrentavam um período difícil sem dúvida são as que mais sofrem com a possibilidade de falência. Esse medo virou realidade recentemente para o The First State Bank, nos Estados Unidos, que foi o primeiro banco a quebrar devido à crise causada pelo coronavírus.

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A instituição financeira ainda era pequena e ficava na Virgínia Ocidental, na cidade de Barboursville. Além disso, já estava com dificuldades financeira há cinco anos. Em 2019, o nível de capital já era muito baixo, de acordo com o FDIC. Quem comunicou a falência foi o FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation).  

O fechamento ocorreu na sexta-feira, 3 de abril, e, no momento, a instituição norte-americana tinha US$ 152 milhões em ativos totais. O MVB Bank Inc. de Fairmont, da mesma região, adquiriu US$ 139,5 milhões em depósitos, que era o que a instituição falida tinha em caixa no final de 2019. As quatro agências que o First State Bank tinha foram reabertas como MVB Bank no próprio sábado, dia 4.

“Temos o prazer de receber os clientes da First State na família MVB e queremos garantir que seus depósitos sejam seguros e de fácil acesso. Os negócios serão realizados como de costume no sábado, em todos os antigos centros bancários do First State e unidades de drive-thru, quando o First State se tornar parte do MVB Bank. Como um parceiro confiável na fronteira financeira, estamos comprometidos com o sucesso dos clientes e comunidades que atendemos ”, disse em comunicado Larry F. Mazza, CEO da MVB.

E se o seu banco quebrar?

Você tem investimentos ou dinheiro na conta do seu banco? Pois saiba que não há motivo para sacar os valores que você tem nem de entrar em pânico. A possibilidade de falirem bancos brasileiros ainda é distante e, mesmo se isso acontecer um dia, existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O FGC é uma instituição privada, que não visa lucros, e foi criada em 1995. Todo banco que ofereça conta corrente, poupança e investimentos de renda fixa precisa ser associado à entidade para garantir o dinheiro de seus clientes. 

Existe, porém, um limite para o dinheiro que você pode recuperar em caso de falência da instituição financeira.  Cada pessoa física ou empresa pode pedir até R$ 250 mil de restituição de cada banco ao FGC. Se você tem um valor maior que isso investido em um banco e ele falir, você irá perder esse dinheiro.

Por isso, o mais indicado é variar os seus aportes. Se você pode pedir até R$ 250 mil de cada banco, o melhor é que seus investimentos estejam em instituições financeiras diferentes. Investimentos como CDBs e RDBs, letras de crédito (LCI e LCA), letras de câmbio (LC) e letras hipotecárias (LH) costumam ter garantia do FGC. A partir do momento que você pede seu dinheiro para o FGC e entrega os documentos necessários, ele tem até 15 dias para lhe repassar o valor.

Mas digamos que todas as instituições nas quais você tem conta acabem indo à falência no mesmo período. Se você tiver esse grande azar, fique atento ao segundo limite do FGC, que é de R$ 1 milhão por pessoa a cada quatro anos. Esse prazo é contado a partir do primeiro pedido de resgate ao fundo garantidor. Vale dizer que nenhum fundo de investimentos tem garantia da entidade.

Como se proteger na crise do coronavírus

Pode ser difícil que grandes bancos brasileiros venham à falência em momentos de crise como essa causada pelo novo coronavírus e que o The First State Bank seja o único banco a quebrar nessa crise. No entanto, os pequenos negócios precisam agir rapidamente para evitar prejuízos.

Uma das principais dicas é adaptar os produtos e serviços para esse momento em que as pessoas estão mais em casa. Faça entregas e realize serviços a distância, como consultorias online e palestras virtuais sobre o que você entende.

Outra recomendação é aproveitar os benefícios dados pelos bancos e pelo governo. Quem é MEI, por exemplo, terá um prazo maior para pagar os tributos mensais e os maiores bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander) vão prorrogar o vencimento de dívidas em 60 dias.

Por outro lado, para garantir o faturamento dos próximos meses, as redes sociais são aliadas. Pode ser que você não venda por elas agora, mas manter o contato com o público nesse período é fundamental para que eles voltem a comprar com você.

Também se mostre sensível à situação de seus clientes. Se você tem consumidores que perderam o emprego ou atende empresas que passam por dificuldades, dê descontos, faça acordos e seja criativo para que não seja preciso romper suas parcerias.

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Imagem: Armando Arauz / Unsplash