O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ironizou os grupos terroristas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (10). Durante o evento de posse do novo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Moraes afirmou que prisão não é “colônia de férias”.
Prisão não é “colônia de férias”, afirma Alexandre de Moraes a terroristas
A declaração do ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, foi dada após grupos terroristas detidos reclamarem da prisão em Brasília.
A declaração do ministro aconteceu após os presos reclamarem do local onde estão. A Polícia Federal encaminhou os grupos bolsonaristas ao ginásio de treinamento da corporação, em Brasília, para identificação. Ao todo, a PF deteve cerca de 1.500 pessoas.
Moraes afirma que não haverá “apaziguamento” com relação aos atos golpistas
De acordo com o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não haverá “apaziguamento” com relação aos atos golpistas realizados no domingo (8). Conforme Moraes, os ataques serão veementemente combatidos.
“Não achem, esses terroristas, que até domingo faziam baderna e crimes, e agora reclamam porque estão presos, querendo que a prisão seja uma colônia de férias. Não achem que as instituições vão fraquejar”, afirmou o ministro.
Ainda segundo Moraes, defender um apaziguamento neste momento seria uma postura covarde ou motivada “por interesses próprios”. “Não é possível conversar com essas pessoas de forma civilizada. Essas pessoas não são civilizadas”, opinou.
Golpistas destruíram sedes dos Três Poderes
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No domingo (8), grupos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Os terroristas destruíram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Os prejuízos gerados pelo ato golpista estão na casa dos milhões.
Devido ao ataque, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. O Congresso já aprovou o decreto do presidente. Dessa forma, o Governo Federal passa a ser responsável pela segurança da região até o dia 31 de janeiro.
Imagem: Rogerio Cavalheiro/shutterstock.com
