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Proposta define oferta secundária na privatização da Copasa

O governo de Minas Gerais anunciou que a privatização da Copasa, empresa estadual de saneamento, será realizada por meio de oferta secundária de ações, sem emissão primária de papéis. O modelo divulgado na última quarta-feira prevê que os recursos obtidos com a venda da participação do Estado serão destinados ao pagamento da dívida estadual com […]

Avatar de Jessica Cassana Jessica Cassana · · 3 min de leitura
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O governo de Minas Gerais anunciou que a privatização da Copasa, empresa estadual de saneamento, será realizada por meio de oferta secundária de ações, sem emissão primária de papéis. O modelo divulgado na última quarta-feira prevê que os recursos obtidos com a venda da participação do Estado serão destinados ao pagamento da dívida estadual com a União.

Atualmente, o governo estadual detém 50,03% do capital da Copasa. Pela proposta, a venda poderá alcançar até a totalidade dessa participação, dependendo do interesse de investidores estratégicos. Caso algum investidor seja selecionado como estratégico, o Estado poderá manter uma fatia mínima de 5% da companhia.

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Como funcionará a privatização

A proposta prevê os seguintes pontos-chave:

  • Oferta secundária de ações: o governo não emitirá novos papéis (tranche primária), apenas venderá os já existentes.
  • Possível acordo de acionistas: o investidor estratégico poderá firmar acordo com o Estado, conferindo vetos específicos para proteção de interesses públicos.
  • Participação do investidor estratégico: poderá ficar com até 30% do capital social, com opção de adquirir mais ações na oferta.
  • Venda total: caso não haja interesse de investidor estratégico, o governo poderá alienar 100% da sua participação na Copasa.

O objetivo da operação é gerar recursos suficientes para reduzir o endividamento de Minas Gerais com a União, uma medida considerada essencial para melhorar o perfil fiscal do Estado e liberar espaço orçamentário para investimentos.

Contexto e projeções financeiras

Em dezembro de 2025, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que a privatização da Copasa deveria ser concluída até abril de 2026, em uma operação que poderia movimentar pelo menos R$ 10 bilhões. A expectativa é que a venda atraia investidores estratégicos nacionais e internacionais, dado o porte da companhia e seu papel no saneamento de Minas Gerais.

O modelo de oferta secundária é considerado eficiente, pois permite ao Estado monetizar sua participação sem diluir ações existentes, tornando o processo mais ágil e transparente no mercado de capitais.

Possíveis impactos da privatização

A privatização da Copasa pode gerar impactos em diferentes frentes:

  • Financeiro: redução da dívida estadual e melhora no equilíbrio fiscal de Minas Gerais.
  • Mercado de capitais: atração de investidores estratégicos e aumento da liquidez das ações no mercado.
  • Governança corporativa: a celebração de acordos de acionistas com vetos poderá manter o controle de decisões estratégicas relevantes.
  • Setor de saneamento: potencial para investimentos privados que melhorem a eficiência operacional e a expansão da cobertura do serviço.

A operação ainda depende de aprovação da assembleia geral de acionistas da Copasa, além de autorizações regulatórias e alinhamento com investidores interessados.

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