O governo de Minas Gerais anunciou que a privatização da Copasa, empresa estadual de saneamento, será realizada por meio de oferta secundária de ações, sem emissão primária de papéis. O modelo divulgado na última quarta-feira prevê que os recursos obtidos com a venda da participação do Estado serão destinados ao pagamento da dívida estadual com a União.
Proposta define oferta secundária na privatização da Copasa
Governo de Minas planeja privatização da Copasa via oferta secundária de ações para quitar dívida com a União, com possível investidor estratégico.
Atualmente, o governo estadual detém 50,03% do capital da Copasa. Pela proposta, a venda poderá alcançar até a totalidade dessa participação, dependendo do interesse de investidores estratégicos. Caso algum investidor seja selecionado como estratégico, o Estado poderá manter uma fatia mínima de 5% da companhia.
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Como funcionará a privatização
A proposta prevê os seguintes pontos-chave:
- Oferta secundária de ações: o governo não emitirá novos papéis (tranche primária), apenas venderá os já existentes.
- Possível acordo de acionistas: o investidor estratégico poderá firmar acordo com o Estado, conferindo vetos específicos para proteção de interesses públicos.
- Participação do investidor estratégico: poderá ficar com até 30% do capital social, com opção de adquirir mais ações na oferta.
- Venda total: caso não haja interesse de investidor estratégico, o governo poderá alienar 100% da sua participação na Copasa.
O objetivo da operação é gerar recursos suficientes para reduzir o endividamento de Minas Gerais com a União, uma medida considerada essencial para melhorar o perfil fiscal do Estado e liberar espaço orçamentário para investimentos.
Contexto e projeções financeiras
Em dezembro de 2025, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que a privatização da Copasa deveria ser concluída até abril de 2026, em uma operação que poderia movimentar pelo menos R$ 10 bilhões. A expectativa é que a venda atraia investidores estratégicos nacionais e internacionais, dado o porte da companhia e seu papel no saneamento de Minas Gerais.
O modelo de oferta secundária é considerado eficiente, pois permite ao Estado monetizar sua participação sem diluir ações existentes, tornando o processo mais ágil e transparente no mercado de capitais.
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Possíveis impactos da privatização
A privatização da Copasa pode gerar impactos em diferentes frentes:
- Financeiro: redução da dívida estadual e melhora no equilíbrio fiscal de Minas Gerais.
- Mercado de capitais: atração de investidores estratégicos e aumento da liquidez das ações no mercado.
- Governança corporativa: a celebração de acordos de acionistas com vetos poderá manter o controle de decisões estratégicas relevantes.
- Setor de saneamento: potencial para investimentos privados que melhorem a eficiência operacional e a expansão da cobertura do serviço.
A operação ainda depende de aprovação da assembleia geral de acionistas da Copasa, além de autorizações regulatórias e alinhamento com investidores interessados.
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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
