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Privatização da Petrobras é descartada por Lula em eventual governo

%Resumo% Em discurso no Rio de Janeiro, o candidato Lula afirmou que a privatização da Petrobras é "estupidez"

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Petrobras deixa concorrentes para trás e vira a maior pagadora de dividendos do mundo

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

A privatização da Petrobras, defendida durante os anos de governo de Jair Bolsonaro (PL), é descartada pelo candidato à presidência Lula (PT). No último domingo (25), o ex-presidente participou de uma ação no Rio de Janeiro e afirmou que a desestatização da petroleira é “estupidez”. 

Neste ano, o chefe do Ministério de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, solicitou ao Ministério da Economia que a Petrobras fosse incluída na lista de estudos de privatização. Bolsonaro já defendeu diversas vezes a privatização da empresa. 

Privatização da Petrobras nos próximos anos 

Caso Lula seja eleito para ocupar o cargo de presidente da República, a privatização da Petrobras ficará fora de questão. Uma das propostas do candidato é justamente “abrasileirar” os preços dos combustíveis. 

Na ocasião, no Rio de Janeiro, o petista lembrou os preços dos combustíveis quando governou o país. De acordo com ele, em 2008, quando o barril de petróleo era vendido a US$ 147, a gasolina era comercializada a R$ 2,60 no Brasil. 

Atualmente, o barril do petróleo custa cerca de US$ 90. O preço da gasolina, no entanto, mesmo com as medidas adotadas pelo Governo Federal, não fica abaixo dos R$ 3. 

Com base nas últimas pesquisas de intenção de votos, Lula apresenta grandes chances de ser eleito em 2022. 

Política de definição de preços da Petrobras

Desde 2016, a Petrobras tem como política de definição de preços a paridade internacional. Ou seja, os preços praticados no exterior são usados como base para a definição dos valores dos combustíveis no Brasil, além da taxa de câmbio.

Quando os preços dos combustíveis começaram a registrar aumentos expressivos no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro colocou a culpa na estatal e fez sucessivas críticas à empresa. 

Como a petroleira usa como base o valor do mercado externo, o cenário econômico global influenciado pela pandemia de Covid-19 e pela Guerra na Ucrânia encontrou inúmeros desafios neste ano. O dólar apresentou forte valorização. 

Diante dessa realidade, o preço do petróleo ficou pressionado e, por consequência, os preços dos combustíveis aumentaram. Desde o início do ano, a Petrobras anunciou sucessivos reajustes nos preços. 

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Privatização da Petrobras depende do Congresso 

Ainda que Lula fosse favorável à privatização da Petrobras, o Supremo Tribunal Federal (STF) determina que a desestatização de empresas depende da autorização do Congresso Nacional.

A venda de estatais sem o aval do Parlamento só é autorizada para empresas subsidiárias, o que não é o caso da petroleira. 

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Imagem: Fernando Dias Fotografia/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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