No mês passado, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou um comunicado revelando que algumas instituições financeiras estavam encurtando o período entre o fechamento da fatura e a data de vencimento.
Procon notifica bancos por prática ilegal; entenda
7 instituições financeiras foram notificadas pelo Procon, a multa pode ser milionária. Entenda os detalhes e o motivo.
Anteriormente, esse prazo costumava ser de aproximadamente 40 dias. Diante dessa situação, o Procon do Paraná tomou providências e emitiu notificações para sete bancos devido a essa prática.
Essa medida foi tomada porque essa mudança pode resultar no pagamento de juros e eventual endividamento por parte dos consumidores. Alguns desses bancos notificadores esclarecem o acontecimento; veja a seguir.
Alguns bancos notificados pelo Procon se posicionam
Os bancos notificados pelo Procon foram, o Banco do Brasil, Nubank, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander e Banco Inter. Desses 7, apenas 4 bancos se posicionaram diante da situação.
O Itaú afirmou que seus clientes estão sendo devidamente notificados sobre a alteração no prazo entre o fechamento e a data de vencimento da fatura. Isso indica que o banco reconhece a modificação e está adotando medidas para informar seus clientes sobre as novas datas de vencimento.
Por sua vez, o Santander não forneceu detalhes específicos sobre a situação, mas afirmou que está em contato com o Procon em relação ao assunto. Já o Nubank e o Banco do Brasil negam a existência de qualquer modificação e declaram que os prazos permanecem inalterados.
Multa dos bancos podem chegar a R$ 12 milhões
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Mesmo sem uma norma específica, o Procon do Paraná sustenta que as instituições financeiras têm o dever de respeitar os direitos e proteger os interesses dos consumidores. Portanto, qualquer mudança que prejudique os consumidores como, a diminuição do prazo para pagamento das faturas, pode ser interpretada como uma infração aos direitos do consumidor.
Nesse sentido, o Procon tem autoridade para tomar medidas a fim de garantir que os direitos dos consumidores sejam protegidos. Sendo assim, caso sejam constatadas infrações, a penalidade pode variar entre R$ 900 e R$ 12 milhões.
Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock.com
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