O Procon de São Paulo iniciou uma investigação contra as empresas de transporte por aplicativo Uber e 99 devido à oferta irregular do serviço de mototáxi na capital paulista.
Uber e 99 são alvo de investigação do Procon-SP por mototáxi irregular
Procon-SP investiga Uber e 99 por oferta irregular de mototáxi após proibição judicial; empresas podem ser multadas em mais de R$ 13 milhões.
A apuração ocorre em meio a um cenário de proibição judicial e ausência de regulamentação pela Prefeitura, o que coloca as plataformas sob risco de multas que podem ultrapassar os R$ 13 milhões.
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Contexto da investigação do Procon-SP

Proibição judicial do serviço de mototáxi
No dia 14 de maio de 2025, o desembargador Eduardo Gouvêa suspendeu o funcionamento do serviço de mototáxi oferecido pelas plataformas Uber e 99 na cidade de São Paulo.
A decisão judicial foi acompanhada da imposição de multa diária no valor de R$ 30 mil para o descumprimento da suspensão. Apesar dessa determinação, as empresas continuaram operando a modalidade irregularmente.
A resposta das plataformas diante da suspensão
A Uber declarou que mantinha a oferta do serviço porque aguardava o julgamento de recursos. No entanto, o Procon de São Paulo classificou essa justificativa como insuficiente para manter a atividade proibida, reforçando a necessidade do cumprimento imediato da decisão judicial.
Acidente fatal reforça polêmica sobre mototáxi
Tragédia envolvendo mototáxi da 99
No último sábado, dia 24 de maio, um grave acidente envolvendo um mototáxi da 99 e um carro de aplicativo resultou na morte da jovem Larissa Barros Máximo Torres, de 23 anos, que estava como passageira no mototáxi.
O episódio gerou uma onda de críticas e aumentou a pressão sobre as autoridades e as empresas para que cumprissem a suspensão do serviço.
Impactos da tragédia no debate público
O acidente reacendeu o debate sobre a segurança e a legalidade do mototáxi prestado pelas plataformas de transporte, elevando a atenção do Procon e da Justiça sobre o tema. Essa tragédia evidencia os riscos da operação irregular e reforça a necessidade de regulamentação clara e fiscalização rigorosa.
A atuação do Procon-SP contra a oferta irregular
Procedimentos de fiscalização e apuração
Além da investigação pela oferta do serviço irregular, o Procon-SP está avaliando possíveis falhas na prestação do serviço pelas empresas.
A conduta das plataformas ao continuarem operando mesmo após a suspensão judicial demonstra, para o órgão, uma assunção consciente dos riscos e das consequências administrativas.
Possíveis penalidades e valores das multas
Caso confirmadas as irregularidades e o desrespeito à decisão judicial, Uber e 99 podem ser multadas em valores que ultrapassam os R$ 13 milhões. As multas têm caráter punitivo e preventivo, visando coibir a continuidade do serviço enquanto não houver regulamentação oficial.
Regulamentação do serviço de mototáxi em São Paulo
Ausência de regulamentação municipal
Atualmente, o serviço de mototáxi não possui regulamentação pela Prefeitura de São Paulo, o que impede sua operação formal. A ausência de normas específicas dificulta o controle da atividade e aumenta os riscos para usuários e profissionais.
Desafios para a criação de normas e fiscalização
Especialistas apontam que a regulamentação do mototáxi envolve questões complexas, como segurança, qualificação dos condutores, e integração com outros serviços de transporte urbano.
A pressão da população e dos órgãos de defesa do consumidor deve acelerar o debate sobre a criação de uma legislação adequada.
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Repercussão no setor de transporte por aplicativo
Reações das empresas investigadas
Uber e 99 ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as possíveis multas e a continuidade da investigação do Procon. Contudo, a manutenção do serviço irregular pode comprometer a imagem das marcas e provocar perdas financeiras significativas.
Impacto para motoristas parceiros e usuários
A suspensão do serviço afeta diretamente milhares de motoristas parceiros que utilizam as plataformas para gerar renda, além de usuários que dependem dessa modalidade de transporte. A incerteza sobre o futuro do mototáxi por aplicativo causa apreensão e demanda soluções rápidas e seguras.
Caminhos para a legalização do mototáxi por aplicativo

Experiências em outras cidades brasileiras
Algumas cidades brasileiras já avançaram na regulamentação do serviço de mototáxi, estabelecendo critérios para a operação segura e legal dos motociclistas. Essas experiências podem servir de modelo para São Paulo, ajudando a estruturar uma legislação eficiente.
Propostas de políticas públicas e regulamentação
Especialistas sugerem que a Prefeitura e o Governo do Estado unam esforços para criar uma legislação que contemple segurança, fiscalização rigorosa e direitos dos motoristas e usuários. O diálogo entre as plataformas, órgãos reguladores e a sociedade civil será fundamental.
Conclusão: a necessidade de equilíbrio entre inovação e segurança
A investigação do Procon-SP contra Uber e 99 por oferta irregular de mototáxi evidencia a tensão entre inovação tecnológica e a necessidade de regulamentação para garantir segurança e legalidade.
Enquanto o mercado de transporte por aplicativo cresce e se diversifica, a fiscalização e a criação de normas claras são essenciais para proteger consumidores, motoristas e a sociedade como um todo.
A tragédia envolvendo a morte de uma passageira ressalta os riscos da operação fora da lei e reforça a urgência de soluções que harmonizem a modernização dos serviços com a responsabilidade social e a segurança pública.
