No último dia 15, a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) solicitou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), suporte no enfrentamento do que eles chamaram de “contrabando digital”. O termo é utilizado pelo empresariado para se referir aos sites estrangeiros de e-commerce como Shein, Shopee e AliExpress.
Produtos da Shein podem ficar mais caros para os brasileiros; entenda
Brasileiro pode começar a pagar mais caro por produtos da Shein. A pressão para taxação de sites estrangeiros tem aumentado. Entenda!
A discussão, que vem sendo levantada desde o início de 2022, é referente à taxação das plataformas, pauta defendida pelo FPE e que vem sendo analisada pelo ministro da Fazenda.
O Governo vai taxar a Shein e outros sites de e-commerce?
Na proposta apresentada pelo FPE ao ministro Haddad, a entidade alega que sites como a Shein burlam, de maneira intencional, a taxação de impostos.
“São oito cargueiros por semana de produtos da China subfaturados, com valor abaixo de US$ 50, dividindo uma mesma compra em vários pacotes para escapar da tributação. São bilhões de reais não arrecadados”, disse o deputado Marco Aurélio Bertaiolli (PSD-SP), líder da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, durante apresentação da solicitação.
Cabe destacar que ainda não há uma decisão firmada pelo setor econômico quanto à situação da taxação de produtos de sites estrangeiros. No entanto, caso o ministro Fernando Haddad considere a proposta, e venha a formalizar o assunto na legislação brasileira, os produtos de empresas como a Shein devem contar com taxas adicionais.
Desde que assumiu a liderança do Ministério da Fazenda, Haddad tem sido pressionado quanto ao tema pelos que defendem a tributação e por quem é contra. Além dos sites de e-commerce, os de jogos e apostas também são avaliados pela pasta.
O que esperam os parlamentares?
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A expectativa dos representantes da FPE é de que com a pressão feita ao Ministério da Fazenda, a pasta analise a possibilidade de taxação dos produtos comprados nos sites estrangeiros.
Além do país estar deixando de angariar tributos, os empresários brasileiros afirmam que seus negócios são prejudicados pela atividade de sites como a Shein, sendo difícil competir com os preços praticados por essas plataformas. Nas redes sociais, internautas pedem ao ministro Fernando Haddad para que não ceda à pressão empresarial.
Imagem: Funstock / Shutterstock
