Conforme aponta um levantamento realizado pela XP Investimentos, os preços dos serviços e produtos consumidos pelos brasileiros durante o verão estão bem mais caros em 2023. Em comparação com o ano anterior, o aumento é de 16,6%.
Produtos de verão estão mais caros este ano; confira
Inflação está mais alta para itens mais usados durante a estação mais quente do ano para os brasileiros. Saiba mais!
Vale lembrar que a inflação de 2022, indicada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou em 5,8%. Ou seja, os itens da estação do ano tiveram um avanço nos preços bastante expressivo.
As principais responsáveis pelo aumento de preço neste setor foram as passagens aéreas que encareceram cerca de 23,5% no período.
Aumento do preço das passagens aéreas
Existem alguns fatores que explicam o encarecimento no valor das passagens aéreas. O primeiro deles está relacionado com o preço dos combustíveis para aviões que, mesmo com consecutivos cortes, não foi o suficiente para suprir a alta dos últimos anos, segundo as empresas aéreas.
Além disso, as companhias do setor buscam uma recuperação diante dos anos de pandemia de Covid-19 que abalaram o sistema de viagens com prejuízos devido às normas de distanciamento e o cancelamento de voos.
Vale ressaltar que quando se trata do acumulado de 12 meses até novembro de 2022, a inflação das passagens chega a 35,02%.
Itens de verão que ficaram mais caros
Depois das passagens aéreas, outros itens diretamente relacionados com a época mais quente do ano também ficaram mais caros. Confira quais são:
- Sorvete: + 20,1%;
- Hospedagem: + 18,2%;
- Pacotes turísticos: + 17,2%;
- Bebidas (água e refrigerante): + 12,4%.
O IPCA no acumulado de 12 meses até o penúltimo mês do ano passado também aponta um avanço de mais de 20% nos preços das peças de vestuário, como vestidos e bermudas.
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Ou seja, no geral, os itens ficaram mais caros.
Inflação para os próximos meses
Para os próximos meses, a tendência é de que os preços diminuam um pouco em decorrência de uma baixa no consumo e das promoções que são realizadas nessa época para zerar os estoques de produtos, de acordo com a economista do XP ao g1, Tatiana Nogueira.
Imagem; rafapress/shutterstock
