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Crise e reduflação: Como os produtos estão diminuindo de tamanho no mercado!

Produtos encolhem em peso e tamanho nas prateleiras devido à reduflação, uma resposta das empresas à inflação.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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A cada visita ao mercado, você já percebeu que alguns produtos parecem ter diminuído de tamanho? Este fenômeno, conhecido como reduflação, é uma prática cada vez mais comum adotada por empresas para manter os preços dos produtos atrativos em tempos de inflação. Em vez de aumentar o preço diretamente, as empresas reduzem a quantidade ou o peso dos produtos, levando o consumidor a pagar o mesmo por menos. Neste artigo, vamos explorar como a reduflação impacta a economia e o dia a dia das famílias brasileiras.

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O que é a reduflação e como ela funciona?

reduflação
Imagem: Freepik

A reduflação ocorre quando as empresas diminuem o tamanho ou a quantidade de um produto em vez de aumentar seu preço. Isso permite que os preços permaneçam os mesmos nas prateleiras, minimizando a percepção de aumento por parte dos consumidores.

Segundo especialistas, essa prática é uma estratégia que protege as margens de lucro das empresas e, ao mesmo tempo, ajuda a manter os consumidores que, muitas vezes, só percebem a diferença após diversas compras.

Um exemplo clássico é o das caixas de ovos, que tradicionalmente continham uma dúzia, mas que em alguns lugares agora vêm com apenas 10 ovos. Este novo padrão se estabeleceu devido ao aumento nos custos de produção, levando à redução da quantidade sem uma mudança significativa no preço.

Setores e produtos mais impactados pela reduflação

A reduflação não afeta apenas os ovos. Um dos produtos mais icônicos impactados por essa estratégia são as barras de chocolate, que antigamente tinham 200 gramas e agora, em muitos casos, não passam de 80 gramas. Este encolhimento gradual permitiu que o preço não subisse drasticamente de uma vez, mas reduziu a quantidade de chocolate que o consumidor leva para casa.

Outro exemplo é a famosa lata de achocolatado em pó, que antes pesava 500 gramas e agora pesa 370 gramas. Além da redução no tamanho, em alguns casos a fórmula foi alterada, aumentando a quantidade de açúcar para compensar a mudança.

Outros produtos essenciais no dia a dia também têm sido afetados. Sabões em barra que antes vinham com 1 kg agora pesam 900 gramas. Em tempos de inflação elevada, essa prática tem sido uma saída frequente das empresas para evitar aumentos significativos no preço final.

A estratégia da indústria para manter consumidores

Para muitas empresas, a reduflação é uma forma de evitar a perda de clientes em meio à crise econômica. Quando os consumidores percebem que o preço de um produto aumentou, eles podem buscar alternativas mais baratas ou até mesmo reduzir o consumo. A reduflação visa manter o preço estável e tornar a diminuição do conteúdo menos perceptível, o que reduz o impacto na decisão de compra.

A Nestlé, por exemplo, encontrou outra solução para evitar a redução do tamanho de um dos produtos mais tradicionais no Brasil, o leite condensado Moça. Mantendo o volume em 395 ml — uma medida usada em muitas receitas — a marca criou uma nova versão do produto, chamada de mistura láctea condensada, composta por leite, soro de leite e amido.

Essa fórmula alternativa permite que a empresa mantenha os preços e ofereça uma alternativa mais acessível ao consumidor.

Produtos “tamanho família” e a reação à reduflação

supermercado
Imagem: Hitra / shutterstock.com

Embora a reduflação seja uma prática comum, nem todas as empresas seguem esse caminho. Algumas marcas optaram por lançar produtos em versões maiores, os chamados “tamanho família”, que oferecem mais quantidade por um preço relativamente menor.

Esta abordagem busca atrair consumidores dispostos a gastar mais para garantir um volume maior de produtos por um valor unitário menor, economizando a longo prazo.

A estratégia também responde à busca dos consumidores por alternativas mais econômicas, que não se sentem confortáveis com os constantes ajustes em produtos básicos.

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Investimentos e oportunidades no mercado de empresas

Para aqueles que buscam entender o impacto econômico da reduflação além das prateleiras do mercado, investir em ações de empresas que adotam estratégias como essa pode ser interessante.

Empresas como Nestlé e Mondelez International, que possuem capital aberto, adotam a reduflação em seus produtos para manter o equilíbrio financeiro e sustentar sua presença no mercado.

Por outro lado, empresas como Ypê e Unilever, que competem por uma participação significativa no setor de higiene e limpeza, também são alternativas para investidores que buscam empresas com forte apelo popular.

Conclusão: fique atento

Agora que você sabe como a reduflação funciona, fique atento ao tamanho e peso dos produtos nas prateleiras. Assim, você pode fazer escolhas mais conscientes e otimizar suas compras.

Esse fenômeno não deve ser ignorado, pois impacta não só as finanças pessoais, mas também reflete as dinâmicas econômicas enfrentadas pela indústria para manter preços competitivos.

Imagem: Freepik

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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