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Professores iniciam greve em São Paulo

Os professores e servidores da área administrativa do Estado de São Paulo entraram em greve nesta terça-feira (8). Confira!

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
Professores

Após o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) enviar uma proposta de reajuste de 6% à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), os professores e servidores da área administrativa das Etecs e Fatecs do Estado de São Paulo entraram em greve nesta terça-feira (8). Os profissionais consideraram o reajuste vergonhoso, sendo que o valor não repõe o que foi perdido para a inflação.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), responsável pelas Etecs e Fatecs, pelo menos 116 unidades aderiram à greve. Além da crítica ao reajuste proposto, os professores e servidores argumentaram contra a proposta de Tarcísio de implementar o ensino técnico nas escolas regulares com 100 mil vagas administradas pela Secretaria Estadual da Educação.

Argumentos do Sinteps para a greve dos professores

O Sinteps também criticou o fato de que a Alesp aprovou um reajuste de 50% nos salários do governador e de seus secretários. Ademais, o governo estadual também corrigiu a remuneração dos profissionais da segurança pública. Diante disso, a entidade afirma que é preciso fazer justiça com os trabalhadores das Etecs e Fatecs, que têm se dedicado a oferecer uma educação pública de qualidade.

O sindicato destacou, ainda, que a criação de uma “rede paralela de ensino técnico” sem que haja investimentos, estrutura adequada e contratação de professores habilitados “será um golpe de morte nas Etecs”.

Até a manhã desta terça (8), segundo o Sinteps, Etecs da capital, Litoral Norte e Sul, Vale do Paraíba e do interior do estado de São Paulo aderiram à greve.

O que diz o Centro Paulo Souza?

Ao ser procurado pelo UOL, o Centro Paula Souza afirmou que o reajuste realizado, recentemente, foi acima da inflação. Além disso, alegou que o bônus será pago até outubro deste ano.

Por fim, por meio de nota, o Centro Paula Souza disse que a atual gestão tem o objetivo de investir em escolas e faculdades técnicas e, assim, ampliar o “acesso à formação profissional gratuita”. A instituição também ressaltou que irá tomar providências para assegurar que os estudantes não sejam prejudicados com a paralisação dos professores.

Imagem: Grusho Anna / shutterstock.com

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