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CNI identifica 16 áreas com maior demanda na indústria do futuro

Estudo da CNI identifica 16 profissões em alta na indústria do futuro, destacando tecnologias emergentes e habilidades exigidas até 2035.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
mão humana segurando caneta encostando em mão robótica

Um estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, vinculado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), mapeou as profissões que devem ter maior demanda na indústria brasileira até 2035. A pesquisa aponta a transformação do setor, impulsionada por tecnologias emergentes e pela necessidade de habilidades mais analíticas, criativas e interdisciplinares.

De acordo com o levantamento, funções operacionais e repetitivas tendem a desaparecer, abrindo espaço para profissionais capazes de lidar com dados complexos, inovação tecnológica e processos industriais digitalizados. O estudo classifica as 16 profissões em dois grupos: técnicos e de nível superior.

Profissões técnicas em alta

montagem com pessoas representando várias profissões
Imagem: Gorodenkoff/shutterstock.com

O relatório do Observatório Nacional da Indústria lista oito ocupações técnicas que devem ter grande demanda no setor industrial nos próximos anos:

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Técnico em microrredes e energias renováveis

Este profissional será responsável por implementar e manter sistemas de energia distribuída, integrando fontes renováveis e garantindo eficiência energética nas unidades industriais.

Técnico em cibersegurança industrial

A proteção de sistemas industriais contra ataques cibernéticos se torna prioridade. A função inclui monitoramento de redes, análise de vulnerabilidades e implementação de protocolos de segurança digital.

Técnico em manufatura aditiva (impressão 3D)

Especialistas em manufatura aditiva atuarão no desenvolvimento de peças e componentes industriais, utilizando impressoras 3D para produção sob demanda, redução de desperdício e otimização de processos.

Técnico em manutenção preditiva

A manutenção preditiva utiliza sensores e análise de dados para antecipar falhas em máquinas, evitando paralisações e aumentando a produtividade das indústrias.

Técnico em internet industrial das coisas (IIoT) e conectividade industrial

Este profissional conecta máquinas, sensores e sistemas, permitindo o monitoramento em tempo real e a coleta de dados essenciais para decisões estratégicas.

Técnico em operação de robôs e drones autônomos

Com a automação crescente, operadores qualificados serão necessários para controlar robôs e drones utilizados em produção, logística e inspeção de instalações.

Técnico em realidade aumentada/virtual (RA/RV)

Especialistas em RA/RV atuarão no treinamento de funcionários, simulações de processos e manutenção remota, proporcionando maior precisão e segurança.

Técnico em sensoriamento remoto e geotecnologias

O sensoriamento remoto aplicado à indústria permite o monitoramento de recursos naturais, logística e inspeção de grandes áreas industriais, exigindo profissionais com conhecimento em geotecnologias.

Profissões de nível superior em alta

Além das funções técnicas, o estudo identificou oito ocupações de nível superior que terão crescente importância na indústria:

Gerente de inovação aberta e colaborativa

Responsável por estimular parcerias entre empresas, startups e instituições de pesquisa para desenvolver soluções inovadoras e competitivas.

Gestor de sustentabilidade e economia circular

Profissional que integra práticas sustentáveis à produção industrial, promovendo eficiência no uso de recursos e reduzindo impactos ambientais.

Especialista em gêmeos digitais e modelagem virtual

Atua na criação de réplicas digitais de sistemas e processos industriais, permitindo simulações, otimização de produção e testes de soluções sem riscos para operações reais.

Especialista em governança algorítmica e ética digital

Este profissional define padrões éticos para o uso de algoritmos e inteligência artificial, garantindo decisões automatizadas transparentes e responsáveis.

Cientista de dados industrial

Analisa grandes volumes de dados gerados por máquinas, sensores e processos industriais, transformando informações em decisões estratégicas para a gestão da produção.

Engenheiro de machine learning e inteligência artificial industrial

Cria sistemas de aprendizado de máquina e IA para otimizar operações, prever demanda, controlar qualidade e reduzir desperdícios.

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Engenheiro de edge computing

Profissional que implementa computação distribuída nas indústrias, permitindo processamento de dados próximo às fontes de geração, com menor latência e maior eficiência.

Arquiteto de soluções blockchain para cadeia de suprimentos

Responsável por desenvolver sistemas que garantem rastreabilidade, segurança e transparência na logística e na gestão de fornecedores utilizando blockchain.

Tecnologias emergentes na indústria do futuro

  • Inteligência artificial (IA): para automação, análise de dados e otimização de processos.
  • Internet industrial das coisas (IIoT): conectividade entre máquinas, sensores e sistemas digitais.
  • Gêmeos digitais: réplicas virtuais de processos e equipamentos.
  • Blockchain: segurança e rastreabilidade em cadeias de suprimentos.
  • Manufatura aditiva: produção de peças sob demanda e redução de desperdício.
  • Realidade aumentada e virtual: treinamento, simulações e manutenção remota.

Projeções de demanda

O Observatório Nacional da Indústria estima que, até 2035, cerca de 60% das indústrias brasileiras demandarão técnicos em cibersegurança industrial e 50% buscarão profissionais especializados em microrredes e energias renováveis. A tendência reforça a importância da atualização constante e do desenvolvimento de novas competências.

Desafios e oportunidades

Brasil
Imagem: Freepik e Canva

A transformação digital da indústria representa tanto desafios quanto oportunidades. A substituição de funções repetitivas por ocupações analíticas pode gerar insegurança para trabalhadores que não se adaptarem, mas também cria espaço para carreiras mais qualificadas e estratégicas.

Empresas, instituições educacionais e governos precisarão investir em programas de capacitação e qualificação profissional, para que a força de trabalho esteja preparada para lidar com tecnologias avançadas e exigências do mercado futuro.

FAQ – Perguntas frequentes

Quais são as profissões técnicas mais demandadas na indústria do futuro?
Entre as profissões técnicas destacam-se técnico em microrredes, cibersegurança industrial, manufatura aditiva, manutenção preditiva, operação de robôs e drones, realidade aumentada/virtual, IIoT e sensoriamento remoto.

Quais profissões de nível superior terão maior demanda?
Dentre as ocupações de nível superior, estão gerente de inovação aberta, gestor de sustentabilidade, especialista em gêmeos digitais, governança algorítmica, cientista de dados industrial, engenheiro de IA, engenheiro de edge computing e arquiteto de soluções blockchain.

Quais tecnologias emergentes serão mais relevantes na indústria?
As principais tecnologias incluem inteligência artificial, internet industrial das coisas, gêmeos digitais, blockchain, manufatura aditiva e realidade aumentada/virtual.

Considerações finais

O levantamento da CNI revela um panorama claro: a indústria do futuro será cada vez mais tecnológica, conectada e baseada em dados. Técnicos e profissionais de nível superior precisarão de habilidades digitais, analíticas e interdisciplinares. Ao mesmo tempo, o surgimento de novas profissões oferece oportunidades para quem deseja crescer e se destacar no mercado industrial nos próximos anos.

A antecipação dessas tendências permite que estudantes, trabalhadores e empresas se preparem para a transição, garantindo competitividade e inovação em um cenário industrial em rápida transformação.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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