O governo federal anunciou um novo programa de renegociação que promete aliviar — e, em muitos casos, até zerar — as dívidas de estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida, apresentada nesta terça-feira (4) pelo Ministério da Educação (MEC), deve beneficiar cerca de 160 mil brasileiros com contratos firmados a partir de 2018, somando aproximadamente R$ 1,8 bilhão em débitos.
Novo programa do governo permite zerar dívidas de estudantes, veja quem pode aderir
O governo lançou um novo programa que possibilita a renegociação — e até o perdão total — de dívidas do Fies. Saiba mais!
A iniciativa representa uma nova etapa da política de recuperação de crédito estudantil e busca oferecer condições mais acessíveis para que ex-estudantes possam regularizar a situação financeira e retomar o vínculo com o sistema bancário.
Como funciona?

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De acordo com o MEC, a renegociação será totalmente digital, facilitando o acesso e evitando burocracia. Todo o processo poderá ser feito pelo aplicativo Fies Caixa ou pelo site da Caixa Econômica Federal, instituição que administra a maior parte dos contratos do financiamento.
O prazo para adesão vai até 31 de dezembro de 2026, permitindo que os beneficiários organizem sua situação financeira com tranquilidade e sem pressa.
O que muda com a nova renegociação
Parcelamento em até 180 vezes
O saldo devedor poderá ser dividido em até 180 parcelas mensais, o equivalente a 15 anos de pagamento. A parcela mínima será de R$ 200, salvo quando o valor total do saldo for inferior.
Essa medida tem o objetivo de ajustar as parcelas à realidade financeira dos devedores e evitar novas situações de inadimplência.
Perdão de 100% dos juros e multas
Outro destaque é o perdão integral de juros e multas, o que reduz de forma significativa o valor final da dívida. Assim, o estudante pagará apenas o montante principal, de forma parcelada e sem encargos adicionais.
Como fazer a renegociação do Fies
O processo é simples e totalmente digital. Veja o passo a passo para solicitar a renegociação:
Passo 1: Acesse o aplicativo Fies Caixa
Baixe o app Fies Caixa no celular ou acesse o site da Caixa Econômica Federal com seu login do Gov.br.
Passo 2: Verifique sua elegibilidade
O sistema identificará automaticamente se o contrato é elegível à renegociação, com base nas informações cadastrais e nos prazos de atraso.
Passo 3: Escolha a forma de pagamento
Será possível escolher o número de parcelas e visualizar o novo valor total da dívida já com o desconto aplicado.
Passo 4: Assine o termo aditivo
Após confirmar as condições, o estudante deverá assinar o termo aditivo ao contrato original. A assinatura é feita digitalmente, sem necessidade de comparecimento a uma agência.
O que não está incluído na renegociação
Segundo o MEC, o acordo não abrange determinados custos que não fazem parte do saldo do financiamento estudantil. Entre eles estão:
- Valores de coparticipação com a instituição de ensino;
- Seguros prestamistas;
- Tarifas bancárias vinculadas ao contrato.
Esses valores deverão ser negociados diretamente com as faculdades ou bancos, conforme previsto na Resolução nº 64/2025.
Impacto financeiro e social do programa
A nova medida tem potencial para impulsionar a recuperação financeira de milhares de famílias, especialmente aquelas afetadas pela alta inadimplência após a pandemia. Segundo dados do MEC, o número de ex-estudantes com dívidas ativas ultrapassa 1 milhão, sendo boa parte com contratos recentes.
Com o perdão de juros e multas, o governo espera reduzir a taxa de inadimplência e recuperar a credibilidade do programa Fies, que é uma das principais ferramentas de acesso ao ensino superior privado no Brasil.
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Incentivo à retomada do pagamento
De acordo com o ministro da Educação, o objetivo do programa é estimular o reingresso dos devedores ao sistema financeiro, garantindo que possam voltar a ter acesso a crédito e outras oportunidades de financiamento.
Expectativas para os próximos anos

O MEC prevê que, até 2026, mais de R$ 1,8 bilhão em dívidas possam ser regularizados com o novo programa. Além de reduzir o endividamento estudantil, a medida também deve reforçar o orçamento das instituições de ensino privadas, que dependem dos pagamentos do Fies para manter parte de suas operações.
O governo estuda, ainda, novas etapas de ampliação do programa para incluir contratos mais antigos, desde que atendam aos critérios de vulnerabilidade social e renda.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Quem pode aderir ao novo programa do Fies?
Podem participar estudantes com contratos firmados a partir de 2018, que já concluíram o curso e possuem atrasos acima de 90 dias até 31 de julho de 2025.
2. Qual é o prazo para aderir à renegociação?
O prazo se encerra em 31 de dezembro de 2026, e todo o processo é feito de forma digital.
3. O programa oferece perdão total da dívida?
Não necessariamente. O programa concede perdão de 100% de juros e multas, mas o valor principal deve ser pago de forma parcelada.
4. Como faço para aderir à renegociação?
A solicitação pode ser feita pelo aplicativo Fies Caixa ou pelo site da Caixa Econômica Federal, com login no Gov.br.
5. Quais débitos não entram no acordo?
Coparticipações com faculdades, seguros e tarifas bancárias não estão incluídos e devem ser negociados à parte.
Considerações finais
O novo programa de renegociação do Fies surge como uma oportunidade real para milhares de brasileiros saírem da inadimplência e retomarem o equilíbrio financeiro.
Com parcelamento de longo prazo, perdão de juros e facilidade digital, a medida reforça o compromisso do governo em garantir acesso à educação superior e justiça financeira aos estudantes.
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