Em janeiro, foi divulgado que o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria estudando anistiar as dívidas dos beneficiários do Auxílio Brasil que contrataram o empréstimo consignado em 2022. Todavia, seis meses após essa notícia chegar ao conhecimento do público, a cobrança ainda segue reduzindo o valor do Bolsa Família.
Promessa de ‘perdão’ de dívidas do Auxílio Brasil completa 6 meses sem ser cumprida
Em janeiro, foi divulgado que o governo estudava perdoar as dívidas de quem contratou o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. Veja mais!
Não mais disponível para contratação na Caixa Econômica Federal, banco que mais concedeu dinheiro, o empréstimo consignado do Auxílio Brasil continua impactando financeiramente os contratantes porque, mesmo com o fim do programa do governo de Jair Bolsonaro (PL), o desconto é feito nas parcelas do benefício da atual gestão.
Programa para ajudar beneficiários endividados
A preocupação do governo diante da quantidade de contratações sempre foi a inadimplência que poderia ser gerada. Inclusive, quando falou sobre a possibilidade de anistia ao Estadão, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que existia uma proposta para os endividados.
Atualmente, numa tentativa de reduzir o número de famílias endividadas, a União já tem o “Desenrola”, que deve ser lançado no segundo semestre deste ano. O programa deve ajudar na renegociação de dívidas, tendo um suporte especial para os beneficiários do Bolsa Família, incluindo aqueles com débitos referentes ao consignado do Auxílio Brasil.
Sendo assim, esse grupo terá oportunidade de pagar dívidas à vista com desconto ou parcelado em até 60 meses, sem entrada. No que diz respeito aos juros, a taxa máxima será de 1,99% ao mês.
Descontos referentes ao consignado do Auxílio Brasil
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Em síntese, hoje muitos beneficiários do Bolsa Família recebem menos por conta do desconto referente ao consignado do Auxílio Brasil. Por exemplo, para quem comprometeu até 40% do benefício, o abatimento na parcela chega a R$ 160, o que leva a um valor mensal de R$ 440.
O encerramento do programa criado pelo governo anterior não afeta a cobrança das parcelas, uma vez que o Auxílio Brasil apenas serviu como garantia. Além disso, o contrato foi firmado com instituições financeiras autorizadas a oferecer a linha, e não diretamente com o governo.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
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