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Banco Central alerta sobre golpes do Pix e ensina o que fazer em caso de fraude

Banco Central do Brasil registra 4,7 milhões de fraudes com Pix em 2024 e orienta usuários sobre como agir diante de golpes.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Pix

Com a consolidação do Pix como meio de pagamento preferido dos brasileiros, o Banco Central do Brasil (BCB) volta a acender o sinal de alerta. Apesar da segurança do sistema, sua popularização tem sido acompanhada pelo aumento expressivo de fraudes. Em 2024, foram registrados cerca de 4,7 milhões de casos de golpe envolvendo o Pix, o que representa uma média alarmante de 390 mil ocorrências por mês.

O BCB enfatiza que o sistema Pix, por si só, é seguro e opera com mecanismos robustos de autenticação e criptografia. No entanto, a vulnerabilidade maior está na engenharia social, isto é, na manipulação emocional das vítimas por parte dos criminosos.

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Como funcionam os principais golpes envolvendo o Pix

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Imagem: faststocklv – freepik

Golpe do falso atendimento bancário

Um dos esquemas mais comuns envolve criminosos que se passam por atendentes de bancos ou operadoras. Eles entram em contato, geralmente por telefone ou mensagens, alegando necessidade de realizar uma transação via Pix para atualização cadastral ou verificação de segurança.

Como evitar:

  • Nunca siga orientações de ligações ou mensagens não solicitadas.
  • Em caso de dúvida, entre em contato com a instituição pelos canais oficiais.
  • Desconfie de qualquer pedido de urgência para transferência.

Golpe do WhatsApp clonado

Neste golpe, o estelionatário clona o número de WhatsApp de um contato próximo da vítima, como um amigo ou parente, e solicita dinheiro via Pix alegando emergência.

Como evitar:

  • Confirme a identidade por ligação ou mensagem de voz.
  • Ative a verificação em duas etapas no aplicativo.
  • Nunca envie valores sem confirmação direta com a pessoa.

Golpe do Pix errado

Nesse caso, o criminoso finge ter transferido valores por engano e solicita devolução imediata. A armadilha se agrava quando ele aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED), fazendo com que a vítima perca ainda mais dinheiro.

Como evitar:

  • Verifique no extrato se o valor realmente caiu na conta.
  • Evite devolver valores sem confirmação clara da origem.
  • Procure imediatamente o banco em caso de dúvida.

Golpe do “bug do Pix” ou multiplicador

Promessas de lucros fáceis com supostos “bugs” do sistema se espalham por redes sociais. O esquema geralmente propõe enviar um valor pequeno para receber um valor muito maior em retorno.

Como evitar:

  • Desconfie de promessas de dinheiro fácil.
  • O Banco Central já declarou que não há falhas no Pix que permitam multiplicar valores.
  • Nunca transfira valores com base em anúncios informais.

Golpe do QR Code falso

Falsos QR Codes são colados sobre os verdadeiros em estabelecimentos ou enviados por canais digitais. O pagamento feito vai direto para a conta do golpista.

Como evitar:

  • Confirme os dados do recebedor antes de concluir a transação.
  • Quando possível, digite manualmente a chave Pix.
  • Evite utilizar códigos recebidos por redes sociais ou mensageiros.

Uso indevido de dados pessoais

Criminosos usam dados vazados para abrir contas bancárias ou registrar chaves Pix em nome de terceiros. A vítima, ao tentar registrar sua própria chave, descobre que ela já está vinculada a outra conta.

Como evitar:

  • Consulte regularmente o sistema Registrato, do Banco Central.
  • Evite fornecer dados pessoais em sites e apps desconhecidos.
  • Ao identificar uso indevido, registre boletim de ocorrência e comunique imediatamente o banco.

O que fazer se for vítima de golpe pelo Pix

Segundo o Banco Central, a responsabilidade sobre o golpe muitas vezes não é do sistema em si, mas da forma como ele é utilizado. Por isso, agir rápido é fundamental.

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Passos recomendados pelo BCB:

  1. Informe imediatamente sua instituição financeira.
  2. Solicite o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
  3. Registre um boletim de ocorrência.
  4. Entre em contato também com a instituição que recebeu o valor.
  5. Em casos não resolvidos, recorra ao Procon ou Poder Judiciário.

A segurança do Pix sob análise

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Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

Embora o número de fraudes cresça, o Pix é operado com padrões avançados de segurança:

  • Autenticação do usuário;
  • Criptografia de ponta a ponta;
  • Rastreabilidade total das transações.

As instituições participantes são obrigadas a:

  • Monitorar riscos e atividades suspeitas;
  • Aplicar bloqueio cautelar em movimentações anormais;
  • Responder por falhas de segurança próprias.

Além disso, o próprio usuário tem autonomia para:

  • Definir limites de valor e horário para transações;
  • Agendar pagamentos e controlar suas chaves;
  • Solicitar devoluções em caso de erros.

Iniciativas do Banco Central para reforçar a proteção

Com os constantes casos de fraudes, o Banco Central vem implementando ações para reforçar a confiança no sistema:

  • Atualizações no MED para facilitar a devolução em casos legítimos;
  • Lançamento de campanhas de educação financeira e digital;
  • Parcerias com Procons, bancos e plataformas digitais para combater a desinformação sobre o sistema.

Considerações finais

Embora seja um sistema eficiente e seguro, o Pix exige atenção redobrada dos usuários para não se tornarem vítimas de golpes. A conscientização sobre os riscos e as formas de se proteger deve caminhar junto com o avanço tecnológico.

O alerta do Banco Central reforça que, diante da sofisticação das fraudes, o maior escudo contra golpes é a informação. Desconfiar, checar e agir com cautela são atitudes indispensáveis para garantir a segurança nas transações digitais.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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