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Ultrassom revela quadro e médicos avaliam cirurgia em Bolsonaro

Ultrassom mostra o estado de saúde de Jair Bolsonaro, e equipe médica avalia a necessidade de cirurgia nos próximos dias.

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por exames de ultrassonografia na tarde deste domingo, 14 de dezembro, na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo a defesa, os exames identificaram a presença de duas hérnias inguinais, e a equipe médica responsável recomendou a realização de procedimento cirúrgico como forma definitiva de tratamento.

A informação foi divulgada pelo advogado João Henrique de Freitas, que representa Bolsonaro, por meio das redes sociais. De acordo com ele, a cirurgia seria a única alternativa eficaz para corrigir o quadro clínico apontado pelos exames recentes.

O episódio ocorre em meio ao cumprimento de pena do ex-presidente, que está preso desde 22 de novembro na Superintendência da PF, na capital federal. A situação de saúde de Bolsonaro passou a ser acompanhada com mais atenção após pedidos da defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) para autorização de exames e eventual intervenção cirúrgica.

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Exames foram realizados dentro da Superintendência da PF

Os exames de ultrassonografia foram feitos nas dependências da Polícia Federal após autorização expressa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão permitiu que um médico ingressasse na unidade prisional com um aparelho portátil de ultrassom.

Autorização do STF para o procedimento

A permissão foi concedida no sábado, 13 de dezembro, após solicitação formal da defesa apresentada dois dias antes. O pedido tinha como objetivo verificar a existência de hérnia inguinal bilateral, condição que já havia sido apontada em documentos médicos anteriores.

O ministro Alexandre de Moraes considerou que a realização do exame no local evitaria deslocamentos desnecessários e permitiria a produção de provas médicas atualizadas para subsidiar a perícia oficial determinada pelo STF.

Uso de equipamento portátil

O exame foi realizado com equipamento portátil levado pelo médico indicado pela defesa. A estratégia buscou garantir rapidez na avaliação clínica e fornecer elementos técnicos recentes para análise da real necessidade de intervenção cirúrgica imediata.


Diagnóstico aponta duas hérnias inguinais

De acordo com a defesa de Jair Bolsonaro, o resultado do ultrassom confirmou a presença de duas hérnias inguinais, uma em cada lado da região da virilha. A condição, segundo os médicos, exige acompanhamento e, em regra, tratamento cirúrgico.

O que é hérnia inguinal

A hérnia inguinal ocorre quando uma parte do intestino ou tecido abdominal se desloca por uma abertura ou fraqueza na musculatura da região da virilha. Esse deslocamento pode provocar inchaço visível, dor e desconforto, especialmente durante esforços físicos, tosse ou movimentos bruscos.

Sintomas mais comuns

Entre os sintomas mais frequentes estão:

Inchaço na região inguinal
Dor ou sensação de peso
Desconforto ao caminhar ou se movimentar
Agravamento dos sintomas com esforço

Em casos mais avançados, a hérnia pode evoluir para complicações graves, como encarceramento ou estrangulamento do intestino.


Cirurgia é apontada como tratamento definitivo

Segundo o advogado João Henrique de Freitas, os médicos foram categóricos ao afirmar que a cirurgia é a única forma de tratamento definitivo para o quadro identificado nos exames.

Declaração da defesa

Em publicação nas redes sociais, o advogado afirmou que os exames “identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”.

A defesa sustenta que a realização da cirurgia é necessária para evitar agravamento do problema de saúde do ex-presidente.

Riscos da não realização do procedimento

Especialistas apontam que a não correção cirúrgica da hérnia inguinal pode resultar em complicações progressivas, incluindo aumento da dor, limitação funcional e risco de emergência médica.


Contexto da prisão de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro está preso desde o dia 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Inicialmente, ele cumpria prisão preventiva relacionada a episódios envolvendo vigília e uso de tornozeleira eletrônica.

Trânsito em julgado e regime fechado

Após o trânsito em julgado do processo em 25 de novembro, relacionado à trama golpista, Bolsonaro passou a cumprir a sentença em regime fechado. Desde então, todas as solicitações relacionadas à sua saúde precisam de autorização judicial.


Novo pedido da defesa ao STF

O exame de ultrassom realizado neste domingo faz parte de uma estratégia mais ampla da defesa, que busca autorização para que Bolsonaro seja submetido a cirurgia em ambiente hospitalar.

Pedido de internação hospitalar

No dia 9 de dezembro, os advogados protocolaram petição solicitando que o ex-presidente fosse autorizado a realizar procedimentos cirúrgicos no Hospital DF Star, em Brasília. A defesa também pediu que Bolsonaro pudesse permanecer internado pelo tempo necessário para uma recuperação adequada.

Questionamentos do ministro Alexandre de Moraes

Em decisão anterior, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que os documentos médicos apresentados inicialmente eram antigos. Por isso, determinou que a Polícia Federal realizasse uma perícia médica oficial, no prazo de 15 dias, para avaliar a real necessidade de cirurgia imediata.

Esse prazo ainda está em andamento.


Defesa tentou acelerar a perícia médica

Após a decisão do STF, a defesa alegou que recebeu um novo pedido médico, atualizado e específico, solicitando a realização urgente de ultrassonografia das regiões inguinais direita e esquerda.

Pedido médico atualizado

O documento apresentado foi subscrito pelo médico Claudio Birolini, que solicitou o exame com caráter de urgência para constatação de hérnia inguinal bilateral.

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Segundo os advogados, o objetivo era fornecer elementos diagnósticos recentes e confiáveis para subsidiar a perícia oficial, sem necessidade de deslocamento do preso.


Detalhes do pedido apresentado pela defesa

O pedido encaminhado ao STF especificava o nome do médico responsável e o tipo de equipamento a ser utilizado.

Nome do médico indicado

A defesa solicitou que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli pudesse ingressar nas dependências da Superintendência da Polícia Federal portando o aparelho portátil de ultrassom.

Finalidade do exame no local

O objetivo era realizar os exames diretamente na unidade prisional, garantindo rapidez no diagnóstico e segurança institucional.


Saúde de Bolsonaro volta ao centro do debate jurídico

O estado de saúde do ex-presidente já foi motivo de debates jurídicos em outras ocasiões, especialmente em razão das múltiplas cirurgias realizadas após o atentado sofrido em 2018.

Histórico médico do ex-presidente

Bolsonaro passou por diversos procedimentos cirúrgicos nos últimos anos, principalmente relacionados ao sistema digestivo e abdominal. Esse histórico é frequentemente citado pela defesa em pedidos relacionados à saúde.


Possíveis próximos passos do processo

Com a realização do ultrassom e a recomendação médica de cirurgia, o próximo passo será a análise dos resultados pela perícia oficial determinada pelo STF.

Avaliação da perícia médica

A perícia deverá avaliar se a cirurgia é urgente, se pode ser realizada em ambiente hospitalar externo e quais medidas de segurança serão necessárias.

Decisão judicial aguardada

Caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se autoriza ou não a saída de Bolsonaro da unidade prisional para realização do procedimento cirúrgico, bem como as condições dessa eventual autorização.


Considerações finais

O exame de ultrassonografia realizado na sede da Polícia Federal confirmou, segundo a defesa, a presença de duas hérnias inguinais em Jair Bolsonaro, com recomendação médica para cirurgia. O caso agora depende da conclusão da perícia oficial e de nova decisão do Supremo Tribunal Federal.

A situação reforça a complexidade do acompanhamento de saúde de presos em regime fechado, especialmente quando se trata de figuras públicas e processos de grande repercussão nacional.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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