A taxa Selic é uma das principais referências para a economia brasileira, tendo um impacto direto no bolso dos brasileiros. Seja para quem tem investimentos, empréstimos ou dívidas, a taxa Selic influencia as decisões financeiras de milhões de pessoas.
Quais são os efeitos da taxa Selic no bolso dos brasileiros?
Entenda de uma vez por todas como a taxa Selic pode afetar seus investimentos e suas dívidas. Não perca tempo e se informe!
Pela quinta vez consecutiva, a taxa se manteve em 13,75% por decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A expectativa é que ela continue em alta por alguns meses, com previsão de queda esperada a partir do segundo semestre.
Taxa Selic: o que é e como funciona
A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e é definida pelo Copom. Ela serve como referência para as demais taxas de juros do mercado e é usada como instrumento de controle da inflação e estímulo à economia.
Quando o Copom decide aumentar a Selic, os juros cobrados pelos bancos em empréstimos e financiamentos tendem a subir, enquanto os juros pagos em investimentos como poupança e títulos públicos se tornam mais atrativos.
Quando a Selic é reduzida, ocorre o inverso: os juros de empréstimos e financiamentos caem, mas os rendimentos de investimentos também diminuem.
Efeito da Selic nas dívidas
Para quem tem dívidas, a variação da Selic pode ter um grande impacto no bolso. Isso porque, quando os juros sobem, os valores das parcelas de empréstimos e financiamentos também aumentam, tornando o pagamento das dívidas mais difícil. Em contrapartida, quando a Selic cai, as parcelas ficam mais baixas.
Além disso, a Selic influencia diretamente no valor das dívidas que são corrigidas por juros, como é o caso do cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais. Nesses casos, uma alta na Selic pode fazer com que as dívidas aumentem consideravelmente.
Efeito da Selic nos investimentos
A taxa Selic também impacta os investimentos. Quando a Selic está alta, os investimentos em renda fixa se tornam mais atrativos, já que oferecem rendimentos maiores.
É o caso, por exemplo, dos títulos públicos do Tesouro Direto, que têm rentabilidade atrelada à Selic. Por outro lado, quando a Selic cai, os rendimentos dos investimentos em renda fixa também diminuem.
Já para os investimentos em renda variável, como ações e fundos imobiliários, a Selic pode ter efeito indireto.
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Quando a taxa está alta, os investidores tendem a buscar investimentos mais seguros em renda fixa, o que pode diminuir a demanda por investimentos em renda variável e, consequentemente, fazer com que seus valores caiam.
Efeito da Selic na inflação
A Selic também é usada como instrumento de controle da inflação. Quando a inflação está alta, o Banco Central pode aumentar a Selic para tornar os empréstimos mais caros e, assim, desestimular o consumo. Com menos pessoas consumindo, a tendência é que os preços se estabilizem.
Por outro lado, quando a inflação está baixa, o Banco Central pode reduzir a Selic para estimular o consumo e, consequentemente, aquecer a economia. Essa política pode resultar em aumento de preços, mas desde que a inflação se mantenha dentro da meta estabelecida pelo governo.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com
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