Em meio à crise da Americanas, outras empresas começaram a apresentar dívidas e problemas financeiros. A Marisa, marca conhecida no varejo de roupas, acaba de anunciar a renúncia de Adalberto Pereira Santos, presidente-executivo da companhia e a contratação de uma assessoria com foco na renegociação de dívidas.
Qual a situação financeira da varejista Marisa?
A rede de lojas Marisa tem passado por uma situação financeira complicada e já chegou a ser comparada com a Americanas. Veja!
A situação complicada não é recente. A empresa apresentou uma dívida de R$ 63,4 milhões no segundo semestre de 2022 e um prejuízo líquido de R$ 27,8 milhões no mesmo período.
Segundo a divulgação mais recente, o valor do débito conseguiu ser reduzido a R$ 566,1 milhões. No entanto, em comparação ao mesmo período de 2021, houve um aumento de 7,9% nesse sentido.
Situação financeira da Marisa
No terceiro trimestre, o prejuízo da Marisa alcançou R$ 97,5 milhões. Diante dessa realidade, a empresa alegou que os principais fatores motivadores foram a taxa de juros elevada e o aumento no número de contingências trabalhistas.
Além disso, de acordo com analistas, depois do rombo bilionário da Americanas, toda a rede varejista foi impactada, uma vez que a liberação de crédito por parte dos bancos ficou mais restrita e este tipo de companhia depende muito desse suporte.
Em conjunto com a elevação na taxa de juros, a inflação dos últimos meses também afastou os consumidores das compras, interferindo diretamente nos resultados das grandes lojas, como é o caso da Marisa.
Medidas adotadas pela varejista
A substituição do executivo e a contratação de empresas especializadas em renegociação de dívidas foram os primeiros passos da Marisa. Há também a busca por uma reformulação estrutural da empresa a fim de reorganizar as despesas.
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Ainda que a dívida seja bem menor quando comparada com a dimensão da Americanas, analistas apontam que o caso da Marisa é apenas o começo e outras companhias devem começar a revelar situações parecidas.
Em relação às ações na bolsa de valores, os papéis da rede de roupas já despencou mais de 90% em comparação ao seu pico registrado em fevereiro de 2020, sendo que, somente nos últimos seis meses, a queda é de 59%.
Imagem: Leandro Marques / shutterstock.com
