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Qual o impacto da deflação para a economia?

O mês de junho registrou deflação de 0,08% apontada pelo IPCA que acaba de ser divulgado pelo IBGE. Saiba o que isso significa!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Gráficos verdes e vermelhos em tela, representando a economia brasileira

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) referente ao mês de junho apresentou uma deflação de 0,08%, a primeira do ano. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). O indicador não apresentava uma queda desde setembro de 2022.

Isso quer dizer que determinados setores tiveram uma baixa nos preços no período analisado. Dos nove grupos considerados pela análise, quatro tiveram uma queda no mês de junho. O destaque foi para os Alimentos e Bebidas. 

Apesar de ser a primeira deflação do ano, a taxa inflacionária tem apresentado uma desaceleração gradual nos últimos meses. Em maio, o IPCA apontou um valor abaixo do esperado pelo mercado financeiro.

Impacto da deflação

Ao considerar que quanto menor a inflação, maior o poder de compra dos brasileiros, um cenário de deflação, que nada mais é do que a inflação negativa, é algo que ajuda os consumidores nas compras, porque com isso é possível economizar e, assim, comprar mais produtos necessários. Ou seja, a situação serve como um estímulo ao consumo.

No entanto, a deflação não indica que todos os itens e serviços tiveram uma queda nos preços. Como citado acima, quatro dos nove grupos analisados apresentaram uma redução. Os demais tiveram alta. 

Neste momento atual, após um longo período de inflação crescente, a deflação é bem vinda aos brasileiros. Ela só pode se tornar um problema caso permaneça por um longo período, como por exemplo, por um ano. 

Grupos que apresentaram deflação em junho

Com base nos dados do IPCA, os grupos que apresentaram deflação em junho foram os seguintes:

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  • Alimentação e bebidas: -0,66%;
  • Artigos de residência: -0,42%;
  • Transportes: -0,41%;
  • Comunicação: -0,14%;

Em contrapartida, os que tiveram um aumento no período foram:

  • Habitação: 0,69%;
  • Vestuário: 0,35%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,11%;
  • Despesas pessoais: 0,36%;
  • Educação: 0,06%.

Imagem: Zakharchuk / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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