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Qual o melhor: FIIs de papel ou tijolo?

Os Fundos Imobiliários (FIIs) de papel ou de tijolo são considerados melhores? Veja e saiba onde investir.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Palavra FIIs escritas em quadrados de madeira e dinheiro em volta com chaves e moedas.

Se você se interessa pelo mercado de Fundos Imobiliários, provavelmente já deve conhecer os FIIs de papel e de tijolo. No entanto, você sabe qual é o melhor deles? Qual a serventia de cada um deles na sua carteira de investimentos?

Estas são algumas dúvidas comuns para as pessoas que estão começando neste universo, mas que fazem toda a diferença para o crescimento do seu patrimônio e para a construção da sua carteira de investimentos.

O que são os FIIs?

Os Fundos Imobiliários são considerados um dos investimentos ‘queridinhos’ de quem sai da renda fixa para a renda variável. Considerados mais estáveis que as ações e extremamente voláteis, os FIIs se referem a ativos imobiliários.

Ou seja, são investimentos que focam no mercado imobiliário, seja em dívidas imobiliárias, Letras de Crédito Imobiliários (LCIs) ou ativos físicos, como casas, escritórios comerciais ou shoppings. Assim como acontece nas casas alugadas, o administrador do FII recebe proventos e repassa este valor para os cotistas do fundo. Estes “aluguéis” podem ser pagos de forma mensal, trimestral ou semestral.

Em suma os FIIs de papel investem em investimentos atrelados a imóveis, como é o caso das LCIs e dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Assim, em sua maioria são ativos atrelados a algum índice de referência, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Já os de tijolo, referem-se a ativos físicos.

Qual é o melhor?

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Assim como em todos os investimentos do mercado, não é possível afirmar que um seja melhor do que outro. Cada um tem uma função diferente e se beneficiam de momentos diferentes. No caso de alta da Selic, por exemplo, os FIIs de papel costumam ter uma grande vantagem e pagar bons proventos, por se beneficiarem da alta dos juros.

No entanto, na queda da perspectiva dos juros, os proventos tendem a diminuir. Ademais, por serem ativos atrelados a imóveis, de fato, os de tijolo são mais estáveis e uma excelente oportunidade para equilibrar a carteira em uma baixa dos de papel. Por isso, a recomendação é manter os dois tipos de fundo em seu portfólio de investimentos. 

Imagem: rafastockbr/shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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