O Banco Central (BC) anunciou no dia 5 de maio que vai fazer mudanças nos cheques. O objetivo é trazer mais modernidade e segurança para os já tradicionais talões e evitar que criminosos usem essa ferramenta de pagamento para praticar golpes.
Com a popularização dos cartões de crédito e débito, e com o lançamento do Pix nos últimos anos, eles perderam espaço no mercado. Entretanto, ainda são importantes para empresas e em locais de difícil acesso. Em 2022, o sistema bancário movimentou R$ 666 milhões através dessa ferramenta.
As mudanças nos cheques vão além das características das folhas. A partir de agora, o Banco Central não é mais o responsável pelo padrão dos talões. São os próprios bancos e o mercado que deverão determinar isso.
Inclusão de um código de segurança está entre as mudanças nos cheques
O Banco Central era quem determinava como seriam as folhas do talão de cheque, ou seja, o formato atual foi uma decisão da organização. De acordo com a autoridade monetária, ao passar essa função para as instituições financeiras, o mercado consegue definir melhor como devem ser as folhas.
Além disso, o BC falou que, num primeiro momento, as mudanças nos cheques não serão tão grandes, quando se pensa no layout das folhas. Contudo, novos aparatos de segurança devem passar a fazer parte dos talões.
Nesse caso, uma das alterações seria um novo código de segurança para as folhas. Sua função seria facilitar a identificação e evitar golpes financeiros com os cheques. Outra novidade será a possibilidade dos usuários usarem o seu nome social no documento.
Novidades chegam em outubro
Como o BC anunciou as mudanças nos cheques este mês, as novidades chegarão apenas no segundo semestre do ano. Isso porque é necessário dar tempo hábil para que as instituições financeiras se reúnam a fim de criar um novo padrão. A expectativa do Banco Central é que elas entrem em vigor no dia 2 de outubro.
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