A recente redução da taxa Selic não refletiu, até o momento, nas taxas de financiamento imobiliário oferecidas pelos bancos. Estas instituições consideram uma série de variáveis para estabelecer suas taxas, incluindo a renda familiar, a análise de crédito, o valor do imóvel, e o relacionamento com o cliente. A mudança, portanto, não ocorre de maneira direta e imediata.
Assim, os recursos disponíveis para esses financiamentos têm sido influenciados em 2023 devido ao fluxo de saída de recursos da poupança. No entanto, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) depende dos saldos das cadernetas de poupança para impulsionar o financiamento imobiliário. Desse modo, a diminuição desses saldos impacta no volume de contratações.
O que esperar do financiamento imobiliário?

Em junho, foram contratados no país um total de R$ 13,2 bilhões em financiamentos, representando uma queda de 17% em relação a junho do ano passado. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), no primeiro semestre do ano, o crédito imobiliário com recursos da poupança alcançou R$ 76,6 bilhões. Sendo 10,5% menor em relação ao mesmo período de 2022.
Nesse sentido, a taxa média de financiamento, praticada pelos bancos, é de cerca de 11% ao ano. Entretanto, em 2021, quando a Selic estava em 2% ao ano, a taxa média de financiamento imobiliário era de 6,9%.
No mês de junho de 2023, com a Selic em 13,75%, a taxa média do segmento foi de 11,4%, conforme o Banco Central. Isso indica que a taxa de juros do financiamento imobiliário varia com a Selic, porém não na mesma proporção.
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Entenda sobre os custos
Em suma, o preço final do imóvel financiado aumenta mais de 80% sobre o valor à vista. Partindo de uma simulação feita pelo economista e educador financeiro do ABC da Economia, Bruno De Conti, ao UOL, o valor das parcelas e a quantia final de financiamento de um imóvel de R$ 350 mil e de R$ 500 mil em 30 anos, considerando 50% de entrada e acrescentando os juros, mostra um aumento significativo.
Portanto, antes de decidir entre financiar um imóvel ou continuar no aluguel, é importante avaliar as circunstâncias pessoais, incluindo estilo de vida e renda. Além disso, desconsiderar a taxa de juros antes de financiar um imóvel é relevante. Porém, ela varia consoante a realidade de cada família e dos planos individuais.
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