Você provavelmente já se perguntou quanto ganha um entregador do iFood. Desde que aplicativos de delivery diversificaram as opções de entrega, que vão de lanches a produtos de farmácia, o serviço se tornou uma opção de renda para muitos brasileiros.
Quanto um entregador do iFood fatura?
Entregar pedidos para aplicativos de delivery tem sido uma fonte de renda para muitos. Confira quanto cada entregador fatura.
Ao mesmo tempo, as reclamações pelos valores repassados aos entregadores aumentaram. Motociclistas em todo o Brasil têm articulado greves e paralisações em busca de melhores condições de trabalho.
Em 2022, o assunto estourou, com milhares de entregadores reclamando sobre os baixos valores pagos e a falta de apoio. O tema chegou até o governo federal, que analisa se é viável regularizar a profissão. O próximo passo, agora, é aguardar as empresas se posicionarem.
Afinal, quanto ganha um entregador do iFood?
O pagamento é feito por entrega e o valor inclui a distância percorrida desde a retirada no restaurante até a entrega para o cliente. O valor mínimo por rota é R$ 6 reais. Fatores como quantidade de entregas no dia, meio de transporte escolhido e a cidade escolhida podem influenciar no total recebido.
Ao aceitar realizar a entrega, o trabalhador é notificado de quanto irá receber. Dependendo da cidade, caso a pessoa esteja distante do restaurante, um valor adicional é aplicado a cada 5km de distância. Segundo o próprio iFood, pelo menos R$1,50 é pago por quilômetro rodado.
Durante os finais de semana, a demanda de pedidos é maior e, consequentemente, o valor pago para rodar também aumenta. O iFood estima que um entregador que trabalhe 120 horas por mês ganhe um salário mínimo, aproximadamente.
Qual a reclamação dos entregadores do iFood?
Os entregadores são autônomos e prestam serviço para o iFood. Dessa forma, não têm acesso aos principais direitos garantidos aos trabalhadores de carteira assinada. A precariedade do serviço é reforçada pelo grande número de horas trabalhadas para receber um salário que, muitas vezes, não será suficiente.
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O atual Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, relatou que o governo está aberto para discutir com empresas, como iFood e Uber, melhorias nas condições de trabalho. Em cada estado, os entregadores possuem o respaldo de sindicatos, que se uniram para montar uma lista com cinco demandas para o iFood. São elas:
- Aumento da taxa mínima para R$ 8,00;
- Fim das corridas duplas ou triplas – nessa modalidade, o entregador leva mais de um pedido na mesma viagem mas recebe apenas por uma;
- Apólice de seguro em caso de acidente ou morte;
- Retomada do plano de aluguel de bicicletas de R$ 9,90 por semana no iFood Pedal;
- Fim das Operadoras Logísticas – empresas que mediam a relação entre a plataforma e os trabalhadores. Elas determinam carga horária para os entregadores, que se veem subordinados a supervisores.
Imagem: Leonidas Santana/shutterstock.com
