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Quase 100 milhões de brasileiros acessam a internet apenas pelo celular

No Brasil, mais da metade dos usuários de internet acessam a rede exclusivamente através de aparelhos móveis. Entenda os motivos.

João Pedro PereiraPor João Pedro Pereira2 min de leitura
Cinco pessoas sorridentes utilizando aparelhos celulares. A imagem apresenta divisões, indicando que as pessoas não estavam juntas ao mesmo tempo na hora das fotografias.

No Brasil, mais de 92 milhões de pessoas, representando cerca de 62% dos 149 milhões de usuários de internet, acessam a rede, exclusivamente, por meio de dispositivos móveis, conforme a pesquisa TIC Domicílios 2022 divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Ademais, esse uso é mais comum entre mulheres, pretos, pardos e indivíduos das classes D e E.

Cerca de 38% dos usuários compartilham a conexão usando computadores, enquanto 55% recorrem a televisores para acessar a web. Dos 149 milhões de usuários de internet, aproximadamente 142 milhões se conectam diariamente ou quase todos os dias. Esse hábito é mais frequente nas classes A (93%) e B (91%), enquanto nas classes C e D, os percentuais são de 81% e 60%, respectivamente.

Facilidade da internet na palma das mãos

Com a praticidade de estar sempre à mão, além de aplicativos e configurações intuitivas, os celulares se tornaram a principal forma de conexão para muitas pessoas. Além disso, o preço dos smartphones é mais acessível do que computadores, tornando o acesso à internet mais democrático e disponível para um número maior de usuários.

Pessoas não conectadas

Apesar do acesso generalizado, cerca de 36 milhões de pessoas no país ainda não estão conectadas à internet. A maioria delas, cerca de 29 milhões, vive em áreas urbanas e tem apenas o ensino fundamental como formação. Entre esses indivíduos, 21 milhões são pretos e pardos, 19 milhões pertencem às classes D e E, e 18 milhões têm 60 anos ou mais.

Os principais motivos apontados pelos não usuários da internet são a falta de interesse (35%) e a falta de habilidade com computadores (26%). A falta de interesse é especialmente alta na classe A, atingindo 90%, enquanto a falta de habilidade aumenta na faixa etária de 35 a 44 anos.

Imagem: Ollyy / Shutterstock.com

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João Pedro Pereira

Autor

João Pedro Pereira

Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense, atualmente no quinto período. Atuando como auxiliar de redação do Seu Crédito Digital.

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