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Queda na taxa de juros pode ser antecipada no Brasil; entenda

Crise bancária e o novo arcabouço fiscal podem ajudar na queda antecipada da taxa básica de juros. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Notas de 10, 20 e 100 reais ao lado de um relógio. Os itens estão sobre uma placa com as letras da palavra juros.

O governo Lula prevê que o cenário de crise no mercado financeiro, com a quebra de grandes bancos, pode fazer com que a taxa de juros seja reduzida antes do previsto no Brasil. 

Hoje, a taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano. No entanto, alguns membros da gestão acreditam que, já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), será anunciada uma redução de 0,25 ponto percentual. 

Já uma outra ala espera que a diminuição aconteça em breve, mas acredita que o Banco Central deve manter a alíquota no patamar atual neste mês. As informações são da coluna de Valdo Cruz do g1. 

Novo arcabouço fiscal 

Além da situação de crise, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, espera divulgar o novo arcabouço fiscal para o país antes da reunião do Copom. O objetivo é justamente buscar uma redução na taxa de juros. 

Isso seria possível de acontecer caso a nova regra de substituição do teto de gastos fosse bem recebida pelos investidores. Assim, a autoridade monetária poderia flexibilizar a política de aumento da Selic. 

No entanto, a próxima reunião do Comitê está prevista para os dias 21 e 22 de março, já na próxima semana, ao passo que a proposta fiscal deve ser apresentada ao presidente Lula (PT) na sexta-feira, dia 17. Ou seja, o tempo está curto. 

Crise bancária

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A crise começou a se desenrolar com a quebra de dois grandes bancos dos Estados Unidos. Por fim, agravou-se com a situação do Credit Suisse, uma das maiores instituições financeiras do mundo. 

Nesse sentido, os acontecimentos estão diretamente relacionadosà taxa de juros. Isso pois, com a falência dos bancos, as autoridades monetárias passam a questionar a escalada dos juros nos países. Assim, a depender dos próximos passos, pode ser que o Banco Central do Brasil comece a afrouxar a política em relação à Selic. 

Imagem: rafastockbr/shutterstock

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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