As famílias brasileiras sentiram um alívio no bolso em agosto de 2025. A queda no preço de itens básicos da cesta alimentar ajudou a reduzir a inflação e trouxe uma perspectiva otimista para os próximos meses. Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, a tendência de deflação nos alimentos deve continuar, impulsionada por safras recordes e investimentos na agricultura.
Queda nos alimentos vai se manter, diz autoridade do governo
Preços de alimentos caem em agosto e governo prevê continuidade da deflação com safra recorde e políticas agrícolas.
Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, Teixeira destacou que o arroz foi o principal protagonista dessa redução, seguido de outros produtos essenciais. Além disso, fatores ligados à política agrícola do governo e ao Plano Safra contribuíram para esse cenário mais favorável.
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Quais alimentos ficaram mais baratos em agosto

O recuo dos preços foi puxado por produtos de alto consumo no dia a dia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os itens que mais contribuíram para a deflação estão:
- Tomate: -13,39%
- Batata-inglesa: -8,59%
- Cebola: -8,69%
- Arroz: -2,61%
- Café moído: -2,17%
A queda expressiva no valor do arroz foi considerada simbólica. O ministro lembrou que, no ano passado, o pacote de 5 kg chegava a custar até R$ 30, enquanto hoje pode ser encontrado entre R$ 15 e R$ 18.
Combustíveis também registraram queda
Não foram apenas os alimentos que ficaram mais acessíveis. Os combustíveis, que impactam diretamente no custo de transporte e, consequentemente, na cadeia produtiva, também apresentaram redução em agosto:
- Gasolina: -0,94%
- Etanol: -0,82%
- Gás veicular: -1,27%
Essas variações reforçam a tendência de desaceleração da inflação, beneficiando tanto o consumidor final quanto os setores produtivos.
A força da agricultura na queda dos preços
Para o ministro Paulo Teixeira, o desempenho da produção agrícola nacional foi essencial para garantir preços mais acessíveis. Ele destacou que o último Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025 registrou novo recorde, consolidando o terceiro ano consecutivo de crescimento histórico.
Além disso, o governo ampliou os investimentos por meio do Plano Safra, que alcançou cerca de R$ 500 bilhões em crédito rural, sendo R$ 78 bilhões destinados à agricultura familiar com juros subsidiados.
“O presidente Lula tem o tema do controle da inflação como uma das suas maiores preocupações”, afirmou Teixeira, reforçando o compromisso do governo em manter políticas que garantam estabilidade de preços.
Inflação negativa: um marco importante
De acordo com o IBGE, o Brasil registrou inflação negativa de 0,11% em agosto, resultado influenciado pelos grupos alimentação, bebidas e habitação. Esse foi o primeiro índice negativo desde agosto de 2024 e o mais expressivo desde setembro de 2022.
Outros números confirmam o cenário:
- Inflação acumulada em 2025: 3,15%
- Inflação em 12 meses: 5,13% (abaixo dos 5,23% registrados anteriormente)
Esses dados indicam que a inflação está em trajetória de desaceleração, ajudada pela estabilidade no setor de alimentos.
Impactos para as famílias brasileiras
A queda nos preços de alimentos tem reflexo direto no orçamento doméstico. Produtos como arroz, feijão, tomate e batata compõem a base da alimentação de milhões de famílias, especialmente das classes mais baixas.
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Quando esses itens ficam mais acessíveis, sobra mais renda para o consumidor direcionar a outros gastos ou até mesmo para poupança. Isso também ajuda a movimentar setores do comércio e dos serviços, ampliando os efeitos positivos sobre a economia.
O peso da produção agrícola e o futuro dos preços
A continuidade da queda depende de fatores como a safra agrícola, o clima e as políticas de incentivo à produção. Com o Brasil colhendo sucessivos recordes de grãos e fortalecendo o apoio à agricultura familiar, a expectativa é de que o cenário positivo se mantenha.
Segundo especialistas, a oferta abundante de alimentos deve manter a pressão para baixo nos preços, ainda que oscilações pontuais possam ocorrer devido a condições climáticas ou custos logísticos.
O governo descarta ligação com tarifaço

O ministro fez questão de esclarecer que a redução nos preços dos alimentos não está ligada ao chamado “tarifaço”, que elevou tarifas de energia em junho. Segundo ele, a deflação observada em agosto é resultado de fatores agrícolas e da atuação do governo para controlar a inflação.
Esse esclarecimento busca reforçar a credibilidade das medidas adotadas e o compromisso do Executivo em evitar que choques externos comprometam o poder de compra da população.
Expectativas para os próximos meses
Com três anos consecutivos de recorde de safra e novos investimentos anunciados, a expectativa é que a tendência de queda nos preços dos alimentos se estenda até o fim do ano.
Se confirmada, essa continuidade pode ajudar o Banco Central a manter uma política monetária mais estável, com juros compatíveis à necessidade de estimular o crescimento econômico sem deixar de lado o controle da inflação.
Com informações de: Agência Brasil
