Lançado em 2020, o Pix rapidamente se tornou parte da rotina dos brasileiros. Com funcionamento gratuito, instantâneo e disponível 24 horas por dia, o sistema revolucionou as formas de pagamento e transferências bancárias no país. Mas você sabe, afinal, quem criou o Pix e como ele foi desenvolvido?
Você sabe quem criou o Pix? conheça a origem e curiosidades do sistema
Descubra quem criou o Pix, como ele foi desenvolvido, curiosidades e dados impressionantes sobre o sistema de pagamento mais usado no Brasil.
Mais do que uma ferramenta tecnológica, o Pix representa uma transformação estrutural no sistema financeiro brasileiro. Criado dentro do Banco Central, o projeto foi idealizado por especialistas e planejado por anos antes de sua estreia. Neste artigo, vamos explicar a origem do Pix, seus criadores, curiosidades, dados impressionantes e por que ele é uma referência global em inovação bancária.
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A origem do Pix: inovação brasileira

Um projeto do Banco Central do Brasil
O Pix foi criado pelo Banco Central do Brasil (BCB), que há anos vinha estudando formas de modernizar o sistema de pagamentos no país. As primeiras discussões ocorreram ainda em 2016, sob a presidência de Ilan Goldfajn, economista com passagem marcante pelo mercado financeiro e pelo setor público.
O objetivo era claro: criar um meio de pagamento mais ágil, seguro, acessível e barato do que as alternativas existentes, como TEDs e DOCs, que apresentavam limitações de horário, taxas elevadas e burocracia.
Desenvolvimento técnico e participação de múltiplos setores
A estruturação do projeto avançou em 2018, quando o Banco Central criou um grupo de trabalho com mais de 130 representantes de instituições financeiras, cooperativas, fintechs, empresas de tecnologia e consultorias. O desenvolvimento foi técnico, sem influência direta de nenhum governo, o que reforça seu caráter institucional e independente.
Mesmo sendo lançado durante a gestão de Jair Bolsonaro, o Pix já estava em planejamento bem antes. O lançamento coincidiu com o período de pandemia, o que acelerou a adesão ao novo formato de pagamentos digitais, especialmente pela necessidade de evitar o contato físico.
Quando e como o Pix foi lançado?
Primeiros passos e adesão imediata
O Pix foi oficialmente anunciado em outubro de 2020, quando teve início o cadastramento de chaves — como CPF, e-mail, telefone ou códigos aleatórios vinculados às contas. O sistema começou a operar plenamente em 16 de novembro de 2020, e desde então, sua popularidade só cresceu.
A proposta de gratuidade para pessoas físicas, a simplicidade na usabilidade e a aceitação por parte de comércios e bancos impulsionaram seu sucesso imediato. A adesão em massa superou todas as projeções do Banco Central.
O Pix é uma exclusividade brasileira?
Inspiração internacional, criação nacional
Embora o Pix tenha características semelhantes a sistemas como o Zelle (Estados Unidos), Faster Payments (Reino Unido), UPI (Índia) e PromptPay (Tailândia), sua concepção é 100% nacional.
O Banco Central do Brasil estudou modelos internacionais, mas criou um sistema único, adaptado às necessidades dos brasileiros. O nome Pix, a integração com as instituições financeiras e a proposta de democratização dos pagamentos formam um conjunto exclusivo, que não existe fora do país.
Outros países têm Pix?
Não exatamente. O Pix é exclusivo do Brasil, mas outros países têm sistemas similares, com finalidades parecidas. No entanto, nenhum deles possui exatamente a mesma estrutura técnica ou modelo de funcionamento do Pix brasileiro.
Dados e curiosidades sobre o impacto do Pix
Desde seu lançamento, o Pix se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Sua escalada é impressionante, tanto em volume quanto em adesão da população e das empresas.
Números que impressionam
- R$ 26,45 trilhões movimentados em 2024, segundo o Banco Central — um crescimento de 54% em relação ao ano anterior;
- 63,51 bilhões de operações realizadas ao longo do ano;
- 250,5 milhões de transações em 6 de abril de 2024, recorde diário, movimentando R$ 124,4 bilhões;
- 165 milhões de pessoas físicas cadastradas, com mais de 160 milhões recebendo e 156,6 milhões fazendo pagamentos;
- 19,2 milhões de contas de empresas (PJ), sendo que 18,2 milhões realizaram pagamentos via Pix em 2024;
- Em média, cada pessoa realizou 32 transações mensais, com 63% da população usando o Pix ao menos uma vez por mês;
- Valor médio das transferências: R$ 190,57, com destaque para o Centro-Oeste, onde o valor médio ultrapassa R$ 240.
Impacto no e-commerce e no turismo
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O comércio eletrônico foi um dos grandes beneficiados. Empresas que aceitaram Pix como forma de pagamento tiveram um aumento de 25% na base de clientes e crescimento de 16% na receita, de acordo com estudo recente.
Já no setor de turismo, 33% das compras online passaram a ser realizadas por meio do Pix, demonstrando sua integração aos mais variados segmentos da economia.
O que torna o Pix tão popular?

Gratuidade, rapidez e simplicidade
Entre os principais atrativos do Pix, estão:
- Transferências em segundos, 24 horas por dia, mesmo em fins de semana e feriados;
- Gratuito para pessoas físicas, sem tarifas na maioria das operações;
- Integração com contas bancárias, carteiras digitais e aplicativos;
- Facilidade de uso, com leitura de QR Code ou envio via chave Pix;
- Segurança elevada, com autenticação, criptografia e monitoramento antifraudes pelo Banco Central.
Esses elementos formam uma combinação poderosa, que contribui para a consolidação do Pix como o principal meio de pagamento do país.
Considerações finais
O Pix não apenas transformou a forma como os brasileiros fazem pagamentos, como também reposicionou o Brasil no mapa da inovação financeira global. Criado por técnicos do Banco Central, com base em anos de estudos e planejamento, o sistema foi além das expectativas e se tornou uma ferramenta essencial no dia a dia da população.
Com crescimento constante, adesão em massa e potencial para expansão de funcionalidades — como o Pix Automático e o Pix Internacional —, o sistema continuará a impactar positivamente a economia nacional por muitos anos.
Se antes a pergunta era “Quem criou o Pix?”, agora a resposta vem acompanhada de orgulho: o Pix é uma inovação genuinamente brasileira, construída com excelência técnica, foco no cidadão e olhos no futuro.
Imagem: Freepik e Canva
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