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Brasil e EUA devem trilhões, mas a quem? Veja quem compra essa dívida

A dívida pública brasileira chegou a R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a aproximadamente 81% do Produto Interno Bruto. Nos Estados Unidos, o endividamento federal superou US$ 40 trilhões entre agosto e setembro. Os números impressionam, mas não significam que Brasil e Estados Unidos tenham recebido um empréstimo desse tamanho de um […]

Avatar de Bruna Machado Bruna Machado · · 17 min de leitura
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A dívida pública brasileira chegou a R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a aproximadamente 81% do Produto Interno Bruto. Nos Estados Unidos, o endividamento federal superou US$ 40 trilhões entre agosto e setembro.

Os números impressionam, mas não significam que Brasil e Estados Unidos tenham recebido um empréstimo desse tamanho de um único banco ou país. A dívida é formada por milhões de títulos comprados por instituições financeiras, fundos de investimento, fundos de previdência, seguradoras, governos estrangeiros e pessoas físicas.

Na prática, quando alguém investe no Tesouro Direto ou aplica em um fundo que compra títulos públicos, está emprestando dinheiro ao governo. Em troca, recebe juros conforme as condições definidas na emissão do papel.

O tamanho da dívida importa, mas não responde sozinho se um país está perto de uma crise. Também é preciso observar os juros pagos, a moeda usada, os vencimentos, a capacidade de arrecadação e a confiança dos investidores.

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O governo arrecada recursos principalmente por meio de impostos, contribuições e receitas de empresas ou patrimônios públicos. Esse dinheiro financia aposentadorias, salários, saúde, educação, obras, segurança e outras despesas.

Quando o governo gasta mais do que arrecada, surge o déficit. Para cobrir essa diferença, o Tesouro emite títulos públicos.

Um título funciona como um contrato de empréstimo. O investidor entrega dinheiro ao governo e recebe a promessa de devolução em uma data futura, acrescida da remuneração combinada.

A dívida também é usada para pagar títulos que estão vencendo. Esse processo é chamado de refinanciamento ou rolagem: o governo emite novos papéis, recebe recursos dos compradores e utiliza parte do dinheiro para quitar obrigações anteriores.

Isso não significa necessariamente que a dívida foi paga. O vencimento foi atendido, mas uma nova obrigação passou a ocupar seu lugar.

Um exemplo simples

Imagine que um título de R$ 1 bilhão vença em setembro. Em vez de retirar todo esse valor da arrecadação do mês, o governo vende novos títulos por R$ 1 bilhão e usa os recursos para pagar o papel antigo.

Se os novos títulos tiverem juros maiores, o custo futuro da dívida aumenta. Se a taxa for menor, o refinanciamento pode ficar mais barato.

Esse processo ocorre continuamente. Por isso, países não costumam quitar toda a dívida pública de uma só vez. O objetivo é manter o endividamento financiável e evitar vencimentos excessivos em períodos curtos.

Qual é a diferença entre déficit e dívida pública

Déficit e dívida não são a mesma coisa. O déficit é um resultado apurado durante determinado período, enquanto a dívida é o estoque acumulado ao longo do tempo.

Uma família que gasta R$ 1 mil a mais do que recebe durante um mês teve um déficit mensal de R$ 1 mil. Se esse valor for colocado no cartão, ele se soma às dívidas anteriores e passa a integrar o total devido.

Com o governo, a lógica básica é semelhante. Déficits sucessivos aumentam a necessidade de financiamento. Juros incorporados ao saldo também fazem o estoque crescer.

Existe ainda o resultado primário, que compara receitas e despesas antes dos juros. Quando o governo arrecada mais do que gasta nessa conta, registra superávit primário. Quando gasta mais, registra déficit primário.

Mesmo com superávit primário, a dívida pode subir se os juros forem elevados. Da mesma forma, o crescimento da economia e da arrecadação pode tornar uma dívida alta mais administrável.

Quanto o Brasil realmente deve

Existem diferentes indicadores de endividamento público. O número de R$ 10,8 trilhões se refere à Dívida Bruta do Governo Geral, conhecida pela sigla DBGG.

Essa medida reúne obrigações do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais. Ela é usada para comparar o endividamento brasileiro com o tamanho da economia.

Já a Dívida Pública Federal, a DPF, considera os títulos e contratos de responsabilidade do Tesouro Nacional em poder do mercado. Em julho de 2026, esse estoque estava em R$ 9,29 trilhões.

Desse total:

  • R$ 8,95 trilhões correspondiam à dívida mobiliária federal interna;
  • R$ 340 bilhões estavam na dívida federal externa;
  • 96,34% do estoque era formado por dívida interna;
  • 3,66% correspondia à parcela externa.

Os dados constam no Relatório Mensal da Dívida Pública Federal de julho de 2026, publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Dívida bruta e dívida líquida medem coisas diferentes

A dívida bruta considera as obrigações do governo sem descontar grande parte de seus ativos financeiros.

A dívida líquida subtrai determinados créditos e ativos, como reservas e valores que o setor público tem a receber. Por isso, ela costuma ser menor.

Nenhum indicador é necessariamente “o certo” e o outro “o errado”. Eles respondem a perguntas diferentes. A dívida bruta mostra o volume total de obrigações, enquanto a líquida ajuda a observar a posição financeira depois de determinados ativos.

Quem empresta dinheiro ao governo brasileiro

Os maiores credores do Brasil são investidores que operam dentro do próprio país. A dívida brasileira não está concentrada nas mãos de outro governo.

Em julho de 2026, os detentores dos títulos da dívida mobiliária interna estavam distribuídos da seguinte forma:

Grupo de investidoresParticipação
Instituições financeiras31,34%
Previdência22,73%
Fundos de investimento22,23%
Investidores estrangeiros9,82%
Seguradoras3,32%
Tesouro Direto3,04%
Governo2,70%
Outros investidores4,80%

As instituições financeiras lideravam a carteira, com aproximadamente R$ 2,80 trilhões. Fundos de previdência tinham R$ 2,03 trilhões, enquanto fundos de investimento mantinham perto de R$ 1,99 trilhão.

Investidores não residentes, grupo que inclui fundos e instituições estrangeiras, detinham R$ 879 bilhões. Já o Tesouro Direto, programa voltado principalmente a pessoas físicas, somava R$ 272 bilhões.

Isso mostra que quem recebe os juros da dívida brasileira não é apenas “o mercado” como uma entidade abstrata. Parte da remuneração vai para bancos e fundos, mas também chega indiretamente a trabalhadores que possuem planos de previdência, cotas de fundos e títulos do Tesouro Direto.

O dinheiro da poupança também pode financiar a dívida

Mesmo quem nunca comprou diretamente um título público pode ter exposição à dívida. Fundos de renda fixa, planos de previdência e instituições financeiras utilizam esses papéis em suas carteiras.

Um trabalhador que contribui para um fundo de pensão, por exemplo, pode ser beneficiário indireto dos juros pagos pelo Tesouro. O dinheiro recebido pelo fundo ajuda a formar os recursos utilizados no pagamento futuro das aposentadorias complementares.

Por que a maior parte da dívida brasileira está em reais

A concentração da dívida em moeda nacional reduz um risco importante: o aumento automático do saldo quando o dólar sobe.

Se o Brasil tivesse toda a dívida em dólares, uma forte desvalorização do real faria o valor devido crescer imediatamente quando convertido para a moeda brasileira.

Como mais de 96% da Dívida Pública Federal estava no mercado interno em julho, a exposição direta ao câmbio era limitada. A maior parte dos compromissos é paga em reais, moeda que o país arrecada por meio dos impostos.

Isso não torna a dívida livre de risco. O custo pode aumentar quando a taxa Selic sobe, quando a inflação avança ou quando investidores exigem juros maiores para comprar títulos.

Como os títulos brasileiros pagam juros

A remuneração depende do tipo de papel. Os principais modelos são:

  • Prefixados: a taxa é definida no momento da compra;
  • Ligados à Selic: acompanham a taxa básica de juros;
  • Ligados à inflação: pagam a variação do IPCA mais uma taxa;
  • Cambiais: têm remuneração relacionada a moedas estrangeiras.

Em julho de 2026, pouco mais da metade da dívida mobiliária interna estava vinculada a taxas flutuantes, com forte presença de títulos ligados à Selic. Os papéis corrigidos por índices de preços representavam cerca de um quarto do estoque.

Quando a Selic permanece elevada, os títulos pós-fixados ficam mais caros para o governo. O efeito não aparece necessariamente todo de uma vez, pois depende da composição e do calendário de vencimentos.

Os juros altos também afetam as novas emissões. Investidores tendem a exigir uma remuneração compatível com as condições econômicas, a inflação esperada e o risco percebido.

Por que os Estados Unidos conseguem dever tanto

Os Estados Unidos também financiam déficits por meio de títulos públicos. A diferença é que o país emite dívida na principal moeda de reserva do mundo.

O dólar é utilizado no comércio internacional, nas reservas de bancos centrais e em operações financeiras globais. Os títulos do Tesouro americano são tratados como referência de segurança e liquidez — facilidade de compra e venda — no sistema financeiro internacional.

Essa procura permite aos Estados Unidos encontrar compradores para grandes volumes de dívida. Bancos, fundos, empresas, investidores, governos estrangeiros e o próprio sistema público americano mantêm recursos nesses papéis.

Segundo a plataforma oficial Fiscal Data, do Tesouro dos Estados Unidos, a dívida federal total ultrapassou US$ 40 trilhões em 2026.

O total é dividido em duas grandes partes:

  • dívida em poder do público;
  • dívida mantida por contas do próprio governo.

A parcela em poder do público inclui títulos comprados por investidores americanos e estrangeiros, fundos, instituições financeiras, bancos centrais e pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

A dívida intragovernamental surge quando fundos e contas públicas aplicam seus excedentes em títulos do Tesouro. É o caso de recursos ligados à seguridade social americana.

A China não é dona de toda a dívida americana

A ideia de que os Estados Unidos devem principalmente à China é incorreta. O governo chinês mantém títulos americanos como parte de suas reservas, mas é apenas um dos credores estrangeiros.

Grande parte da dívida está com investidores e instituições dos próprios Estados Unidos. Japão, Reino Unido e outros países também possuem títulos, assim como fundos globais e bancos centrais.

Quem compra um título americano não passa a controlar o governo dos Estados Unidos. O investidor adquire o direito de receber o principal e os juros conforme as condições do papel.

Brasil e Estados Unidos podem simplesmente imprimir dinheiro?

Um país que emite dívida na própria moeda possui mais flexibilidade do que uma empresa ou família. Isso não significa que possa criar dinheiro sem consequências.

No Brasil, o Banco Central não pode financiar livremente o Tesouro imprimindo moeda para cobrir despesas. O artigo 164 da Constituição impede a concessão direta ou indireta de empréstimos do Banco Central ao Tesouro Nacional.

O Banco Central pode comprar e vender títulos no mercado para executar a política monetária. Essas operações têm o objetivo de controlar a liquidez e influenciar os juros, não de eliminar a dívida pública.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também opera com títulos do Tesouro. Se a criação de moeda crescer muito acima da capacidade produtiva da economia, pode alimentar inflação, enfraquecer a moeda e reduzir a confiança dos investidores.

Portanto, criar dinheiro não faz o custo da dívida desaparecer. Apenas pode transferir parte do problema para os preços, o câmbio e o poder de compra da população.

Uma dívida trilionária significa que o país vai quebrar?

Não necessariamente. O valor absoluto precisa ser comparado à capacidade econômica do país.

Uma dívida de R$ 1 milhão é impagável para muitas famílias, mas pode ser administrável para uma grande empresa. A mesma lógica vale para governos.

Economistas e investidores acompanham principalmente:

  • dívida como proporção do PIB;
  • custo médio dos juros;
  • prazo dos títulos;
  • moeda em que a dívida foi emitida;
  • necessidade anual de refinanciamento;
  • resultado primário;
  • crescimento da economia;
  • capacidade de arrecadação;
  • confiança nas instituições e na política fiscal.

O risco cresce quando a dívida avança mais rápido que a economia por um período prolongado. Nesse cenário, investidores podem exigir juros mais altos, iniciando um ciclo em que o próprio custo financeiro acelera o endividamento.

Também merece atenção a concentração de vencimentos. No Brasil, 18,91% da Dívida Pública Federal venceria nos 12 meses seguintes a julho de 2026. O prazo médio do estoque era de 4,05 anos.

Quanto mais distribuídos estiverem os vencimentos, menor tende a ser a pressão para captar grandes quantias em um intervalo curto.

Por que o custo da dívida brasileira é diferente

O Brasil costuma pagar juros mais altos que os Estados Unidos. Isso acontece por uma combinação de fatores, entre eles inflação histórica, risco fiscal, taxa básica elevada, menor poupança doméstica e incertezas econômicas.

Os Estados Unidos também enfrentam aumento da despesa com juros. Até julho de 2026, o custo acumulado no ano fiscal americano alcançava US$ 1,17 trilhão, segundo o Tesouro dos Estados Unidos.

O impacto global é relevante porque os títulos americanos funcionam como referência. Quando suas taxas sobem, investidores podem retirar recursos de mercados emergentes para buscar rendimento nos Estados Unidos.

Para manter o interesse em seus títulos, países como o Brasil podem precisar oferecer taxas maiores. Isso encarece o financiamento do governo e pode pressionar o dólar, a Bolsa e o crédito doméstico.

Como a dívida pública afeta o bolso do brasileiro

A dívida parece distante da rotina, mas influencia decisões econômicas que chegam ao orçamento das famílias.

Juros e crédito

Quando o risco fiscal aumenta, o mercado pode exigir taxas maiores para financiar o governo. Como os títulos públicos servem de referência para outros investimentos, esse movimento afeta empréstimos, financiamentos e operações de empresas.

O resultado pode aparecer em crédito imobiliário mais caro, prestações maiores e menor disposição das empresas para investir.

Impostos e serviços públicos

Uma parcela elevada do orçamento destinada aos juros reduz o espaço para outras despesas. O governo pode enfrentar maior dificuldade para ampliar investimentos em infraestrutura, saúde e educação.

Em cenários de desequilíbrio persistente, também podem surgir propostas de aumento de impostos, corte de gastos ou revisão de benefícios.

Inflação e câmbio

Se os investidores perderem confiança na capacidade do governo de controlar a dívida, a moeda pode se desvalorizar. O dólar mais alto encarece combustíveis, medicamentos, fertilizantes, equipamentos e produtos importados.

A inflação gerada por esse movimento reduz o poder de compra, principalmente das famílias de menor renda.

Investimentos

Títulos públicos com juros altos atraem investidores para a renda fixa. Isso pode beneficiar quem possui recursos aplicados, mas também torna mais difícil para empresas captar dinheiro e financiar novos projetos.

Assim, o mesmo juro que melhora a remuneração do Tesouro Direto pode elevar o custo do crédito e reduzir o crescimento da economia.

Vale a pena investir na dívida pública?

Comprar títulos públicos pode ser uma alternativa para formar reserva, buscar renda futura ou proteger parte do dinheiro contra a inflação. A escolha depende do objetivo e do prazo do investidor.

O Tesouro Selic costuma ser utilizado em reservas de emergência porque apresenta menor oscilação quando vendido antes do vencimento. Títulos prefixados e ligados ao IPCA podem variar mais no curto prazo.

Essa variação ocorre pela marcação a mercado. Se os juros aumentarem depois da compra, o preço de um título antigo pode cair. Quem precisar vender antes do vencimento poderá receber menos do que esperava.

Manter o papel até a data final permite receber a rentabilidade contratada, desde que respeitadas as regras e não ocorra um evento de crédito. Antes de investir, é necessário considerar prazo, tributação, liquidez e objetivo financeiro.

Afinal, a quem Brasil e EUA devem trilhões?

Brasil e Estados Unidos devem principalmente aos compradores de seus títulos. Essa lista inclui bancos, fundos, seguradoras, instituições de previdência, governos, bancos centrais, investidores estrangeiros e cidadãos comuns.

No Brasil, a maior parte da dívida federal está em reais e nas mãos de investidores domésticos. Nos Estados Unidos, a demanda mundial por dólares e títulos do Tesouro amplia a capacidade de financiamento.

Nenhum dos dois países precisa quitar toda a dívida imediatamente. O desafio é refinanciar os vencimentos, pagar os juros e impedir que o estoque cresça de maneira incompatível com a economia.

Para o leitor, a principal conclusão é simples: trilhões, sozinhos, não contam toda a história. O indicador mais importante é a combinação entre tamanho, custo, prazo e capacidade de pagamento — fatores que influenciam juros, inflação, impostos, serviços públicos e oportunidades de emprego.

Perguntas frequentes

PIB
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Quem empresta dinheiro ao governo brasileiro?

Instituições financeiras, fundos de previdência, fundos de investimento, seguradoras, investidores estrangeiros, pessoas físicas e outros órgãos públicos compram títulos emitidos pelo Tesouro.

O Brasil deve principalmente a outros países?

Não. A maior parte da dívida federal brasileira está no mercado interno e denominada em reais. Investidores não residentes detinham 9,82% dos títulos da dívida mobiliária interna em julho de 2026.

Quem recebe os juros da dívida pública?

Os juros são pagos aos detentores dos títulos, como bancos, fundos, seguradoras, planos de previdência, investidores estrangeiros e pessoas físicas que aplicam no Tesouro Direto.

Por que o governo não paga toda a dívida?

Quitar tudo de uma vez exigiria uma retirada gigantesca de recursos da economia. Os governos normalmente refinanciam os títulos que vencem e administram o estoque ao longo do tempo.

O Tesouro Direto aumenta a dívida do Brasil?

Ao comprar um título no Tesouro Direto, o investidor financia a União e passa a ser credor do governo. O programa, entretanto, representava apenas 3,04% da dívida mobiliária interna em julho de 2026.

O governo pode imprimir dinheiro para pagar a dívida?

A criação de moeda não elimina os custos e pode provocar inflação e desvalorização cambial. No Brasil, a Constituição também impede que o Banco Central conceda livremente empréstimos ao Tesouro.

Dívida pública alta causa inflação?

Não de forma automática. A inflação pode aumentar quando o endividamento provoca perda de confiança, desvalorização da moeda, expansão monetária excessiva ou pressão sobre a demanda.

Os Estados Unidos podem dar calote?

O risco é considerado baixo porque o país emite a principal moeda de reserva mundial e possui grande capacidade de arrecadação. Ainda assim, impasses políticos, aumento dos juros e crescimento da dívida representam riscos econômicos.

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