Milhões de brasileiros utilizam a conta corrente diariamente para receber salários, pagar contas, fazer transferências via Pix e movimentar recursos pelo aplicativo do banco. No entanto, junto com a evolução dos serviços digitais, aumentaram também os golpes financeiros que atingem correntistas de todas as idades.
Conta corrente: bancos divulgam alerta sobre segurança digital
Bancos reforçam alerta sobre golpes em contas correntes. Saiba como se proteger e evitar prejuízos financeiros.
Nos últimos anos, bancos, especialistas em segurança digital e o próprio Banco Central vêm reforçando alertas sobre fraudes que exploram o medo, a pressa e a falta de informação dos clientes. O objetivo dos criminosos é obter dados bancários, acessar aplicativos financeiros ou convencer a vítima a realizar transferências voluntárias.
Entender como esses golpes funcionam é fundamental para proteger o dinheiro e evitar prejuízos que podem levar meses para serem solucionados.
Por que os bancos estão emitindo alertas para correntistas?

O avanço da digitalização bancária trouxe praticidade para milhões de brasileiros. Hoje é possível abrir contas, solicitar crédito, investir e fazer pagamentos sem sair de casa.
Por outro lado, criminosos passaram a utilizar tecnologias cada vez mais sofisticadas para enganar clientes de instituições financeiras.
Entre as principais ameaças estão:
- Golpes da falsa central de atendimento;
- Clonagem de WhatsApp;
- Phishing por e-mail e SMS;
- Aplicativos falsos;
- Roubo de dados em caixas eletrônicos adulterados;
- Golpes envolvendo Pix;
- Engenharia social para obtenção de senhas.
Diversos bancos brasileiros orientam seus clientes a nunca fornecer informações sensíveis por telefone, mensagens ou redes sociais. Além disso, reforçam que nenhum funcionário solicita senhas, tokens ou códigos de autenticação.
Leia mais:
IA de ponta ajuda a reduzir vantagem tecnológica dos bancos digitais, diz Maluhy
O golpe da falsa central bancária continua fazendo vítimas
Entre as fraudes mais comuns atualmente está o chamado golpe da falsa central.
Nesse esquema, criminosos entram em contato com a vítima se passando por funcionários do banco. Eles afirmam que houve uma compra suspeita, tentativa de invasão ou movimentação irregular na conta.
Para tornar a fraude mais convincente, os golpistas utilizam informações reais do cliente e, em alguns casos, conseguem até mascarar o número de telefone para parecer legítimo.
Como funciona o golpe
O criminoso normalmente informa que:
- Há uma transação suspeita;
- O cartão foi clonado;
- Existe risco de bloqueio da conta;
- É necessário atualizar o sistema de segurança.
Após criar um cenário de urgência, solicita:
- Senha do aplicativo;
- Código recebido por SMS;
- Token de autenticação;
- Instalação de programas de acesso remoto;
- Transferências para supostas “contas seguras”.
Na prática, todas essas ações permitem o acesso do fraudador à conta bancária da vítima.
O perigo dos aplicativos de acesso remoto
Uma modalidade que vem crescendo envolve a instalação de aplicativos de acesso remoto.
O golpista convence o cliente a baixar um programa alegando ser uma ferramenta de proteção ou atualização bancária.
Após a instalação, o criminoso consegue visualizar a tela do aparelho e controlar diversas funções do dispositivo. Dessa forma, pode acessar aplicativos bancários, capturar senhas e realizar transferências.
Sinais de alerta
Desconfie imediatamente quando alguém:
- Pedir para instalar aplicativos por telefone;
- Solicitar compartilhamento de tela;
- Enviar links para atualização de segurança;
- Pedir acesso remoto ao celular ou computador.
Instituições financeiras legítimas não realizam esse tipo de procedimento.
Golpes envolvendo Pix exigem atenção redobrada
Desde sua criação pelo Banco Central, o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil. A rapidez das transferências trouxe benefícios para consumidores e empresas.
Contudo, a mesma velocidade também é explorada por criminosos.
Principais golpes do Pix
Falso atendente bancário
O golpista afirma que uma transferência suspeita foi identificada e pede uma operação para “cancelar” a movimentação.
Na verdade, a transferência é enviada diretamente para uma conta controlada pelos criminosos.
QR Code falso
A vítima recebe um QR Code adulterado para pagamento de boletos ou compras online.
Ao concluir a operação, o dinheiro vai para outra conta.
Perfil falso de familiares
Criminosos clonam perfis em redes sociais ou aplicativos de mensagens e pedem dinheiro alegando emergências.
Golpe do Pix de teste
A vítima é convencida a fazer uma transferência de pequeno valor para supostamente validar sua conta.
O dinheiro nunca retorna.
Caixas eletrônicos também podem representar riscos

Apesar da popularização dos aplicativos bancários, muitos brasileiros ainda utilizam caixas eletrônicos.
Nesse ambiente, uma fraude conhecida como skimming continua preocupando especialistas.
O que é skimming?
O golpe consiste na instalação de dispositivos falsos sobre leitores de cartão originais.
Esses equipamentos capturam dados bancários sem que o cliente perceba qualquer alteração visual significativa.
Como se proteger
Antes de utilizar um caixa eletrônico:
- Observe se existem peças soltas;
- Verifique sinais de adulteração;
- Cubra o teclado ao digitar a senha;
- Evite caixas isolados ou pouco movimentados;
- Prefira terminais dentro das agências.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Quais informações nunca devem ser compartilhadas?
Independentemente do banco, existem dados que jamais devem ser fornecidos a terceiros:
- Senha do aplicativo;
- Senha do cartão;
- Token de segurança;
- Código SMS;
- Chave de autenticação;
- Número completo do cartão;
- CVV do cartão;
- Senhas temporárias.
Nenhum banco solicita essas informações por telefone, WhatsApp ou e-mail.
O que fazer se houver suspeita de golpe?
Caso receba uma ligação ou mensagem suspeita:
- Encerre imediatamente o contato;
- Não clique em links enviados;
- Não instale aplicativos;
- Entre em contato diretamente com o banco pelos canais oficiais;
- Bloqueie cartões e acessos se necessário;
- Registre boletim de ocorrência;
- Informe a instituição financeira sobre o ocorrido.
Quanto mais rápido a fraude for comunicada, maiores são as chances de minimizar prejuízos.
Como aumentar a segurança da conta corrente
Além dos cuidados básicos, algumas medidas ajudam a reduzir riscos:
Ative a autenticação em dois fatores
Essa camada extra de segurança dificulta invasões mesmo quando a senha é descoberta.
Atualize aplicativos regularmente
Versões atualizadas corrigem falhas exploradas por criminosos.
Use antivírus confiável
Principalmente em dispositivos Android e computadores.
Monitore movimentações
Verifique extratos e notificações frequentemente.
Evite redes Wi-Fi públicas
Essas conexões podem facilitar a interceptação de dados.
O papel do Banco Central na proteção dos usuários
O Banco Central tem ampliado iniciativas para fortalecer a segurança do sistema financeiro brasileiro.
Além de regulamentar instituições financeiras, o órgão promove campanhas educativas sobre golpes digitais, orienta consumidores e aprimora mecanismos de proteção para operações eletrônicas.
Também é importante utilizar apenas plataformas oficiais para consultas financeiras e serviços relacionados ao sistema bancário.
Conclusão
Os golpes contra correntistas estão mais sofisticados do que nunca. Criminosos utilizam tecnologia, engenharia social e informações reais para convencer vítimas a compartilhar dados ou realizar transferências.
A principal forma de proteção continua sendo a informação. Desconfiar de contatos inesperados, evitar agir sob pressão e utilizar apenas canais oficiais são atitudes fundamentais para preservar a segurança financeira.
Em um cenário onde as fraudes evoluem constantemente, manter a atenção é tão importante quanto escolher um banco confiável.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
Informacoes Atualizadas 2026:
