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Conta corrente: bancos divulgam alerta sobre segurança digital

Bancos reforçam alerta sobre golpes em contas correntes. Saiba como se proteger e evitar prejuízos financeiros.

Julia FernandesPor Julia Fernandes6 min de leitura
Conta corrente: bancos divulgam alerta sobre segurança digital

Milhões de brasileiros utilizam a conta corrente diariamente para receber salários, pagar contas, fazer transferências via Pix e movimentar recursos pelo aplicativo do banco. No entanto, junto com a evolução dos serviços digitais, aumentaram também os golpes financeiros que atingem correntistas de todas as idades.

Nos últimos anos, bancos, especialistas em segurança digital e o próprio Banco Central vêm reforçando alertas sobre fraudes que exploram o medo, a pressa e a falta de informação dos clientes. O objetivo dos criminosos é obter dados bancários, acessar aplicativos financeiros ou convencer a vítima a realizar transferências voluntárias.

Entender como esses golpes funcionam é fundamental para proteger o dinheiro e evitar prejuízos que podem levar meses para serem solucionados.

Por que os bancos estão emitindo alertas para correntistas?

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O avanço da digitalização bancária trouxe praticidade para milhões de brasileiros. Hoje é possível abrir contas, solicitar crédito, investir e fazer pagamentos sem sair de casa.

Por outro lado, criminosos passaram a utilizar tecnologias cada vez mais sofisticadas para enganar clientes de instituições financeiras.

Entre as principais ameaças estão:

  • Golpes da falsa central de atendimento;
  • Clonagem de WhatsApp;
  • Phishing por e-mail e SMS;
  • Aplicativos falsos;
  • Roubo de dados em caixas eletrônicos adulterados;
  • Golpes envolvendo Pix;
  • Engenharia social para obtenção de senhas.

Diversos bancos brasileiros orientam seus clientes a nunca fornecer informações sensíveis por telefone, mensagens ou redes sociais. Além disso, reforçam que nenhum funcionário solicita senhas, tokens ou códigos de autenticação.

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O golpe da falsa central bancária continua fazendo vítimas

Entre as fraudes mais comuns atualmente está o chamado golpe da falsa central.

Nesse esquema, criminosos entram em contato com a vítima se passando por funcionários do banco. Eles afirmam que houve uma compra suspeita, tentativa de invasão ou movimentação irregular na conta.

Para tornar a fraude mais convincente, os golpistas utilizam informações reais do cliente e, em alguns casos, conseguem até mascarar o número de telefone para parecer legítimo.

Como funciona o golpe

O criminoso normalmente informa que:

  • Há uma transação suspeita;
  • O cartão foi clonado;
  • Existe risco de bloqueio da conta;
  • É necessário atualizar o sistema de segurança.

Após criar um cenário de urgência, solicita:

  • Senha do aplicativo;
  • Código recebido por SMS;
  • Token de autenticação;
  • Instalação de programas de acesso remoto;
  • Transferências para supostas “contas seguras”.

Na prática, todas essas ações permitem o acesso do fraudador à conta bancária da vítima.

O perigo dos aplicativos de acesso remoto

Uma modalidade que vem crescendo envolve a instalação de aplicativos de acesso remoto.

O golpista convence o cliente a baixar um programa alegando ser uma ferramenta de proteção ou atualização bancária.

Após a instalação, o criminoso consegue visualizar a tela do aparelho e controlar diversas funções do dispositivo. Dessa forma, pode acessar aplicativos bancários, capturar senhas e realizar transferências.

Sinais de alerta

Desconfie imediatamente quando alguém:

  • Pedir para instalar aplicativos por telefone;
  • Solicitar compartilhamento de tela;
  • Enviar links para atualização de segurança;
  • Pedir acesso remoto ao celular ou computador.

Instituições financeiras legítimas não realizam esse tipo de procedimento.

Golpes envolvendo Pix exigem atenção redobrada

Desde sua criação pelo Banco Central, o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil. A rapidez das transferências trouxe benefícios para consumidores e empresas.

Contudo, a mesma velocidade também é explorada por criminosos.

Principais golpes do Pix

Falso atendente bancário

O golpista afirma que uma transferência suspeita foi identificada e pede uma operação para “cancelar” a movimentação.

Na verdade, a transferência é enviada diretamente para uma conta controlada pelos criminosos.

QR Code falso

A vítima recebe um QR Code adulterado para pagamento de boletos ou compras online.

Ao concluir a operação, o dinheiro vai para outra conta.

Perfil falso de familiares

Criminosos clonam perfis em redes sociais ou aplicativos de mensagens e pedem dinheiro alegando emergências.

Golpe do Pix de teste

A vítima é convencida a fazer uma transferência de pequeno valor para supostamente validar sua conta.

O dinheiro nunca retorna.

Caixas eletrônicos também podem representar riscos

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Apesar da popularização dos aplicativos bancários, muitos brasileiros ainda utilizam caixas eletrônicos.

Nesse ambiente, uma fraude conhecida como skimming continua preocupando especialistas.

O que é skimming?

O golpe consiste na instalação de dispositivos falsos sobre leitores de cartão originais.

Esses equipamentos capturam dados bancários sem que o cliente perceba qualquer alteração visual significativa.

Como se proteger

Antes de utilizar um caixa eletrônico:

  • Observe se existem peças soltas;
  • Verifique sinais de adulteração;
  • Cubra o teclado ao digitar a senha;
  • Evite caixas isolados ou pouco movimentados;
  • Prefira terminais dentro das agências.

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Quais informações nunca devem ser compartilhadas?

Independentemente do banco, existem dados que jamais devem ser fornecidos a terceiros:

  • Senha do aplicativo;
  • Senha do cartão;
  • Token de segurança;
  • Código SMS;
  • Chave de autenticação;
  • Número completo do cartão;
  • CVV do cartão;
  • Senhas temporárias.

Nenhum banco solicita essas informações por telefone, WhatsApp ou e-mail.

O que fazer se houver suspeita de golpe?

Caso receba uma ligação ou mensagem suspeita:

  1. Encerre imediatamente o contato;
  2. Não clique em links enviados;
  3. Não instale aplicativos;
  4. Entre em contato diretamente com o banco pelos canais oficiais;
  5. Bloqueie cartões e acessos se necessário;
  6. Registre boletim de ocorrência;
  7. Informe a instituição financeira sobre o ocorrido.

Quanto mais rápido a fraude for comunicada, maiores são as chances de minimizar prejuízos.

Como aumentar a segurança da conta corrente

Além dos cuidados básicos, algumas medidas ajudam a reduzir riscos:

Ative a autenticação em dois fatores

Essa camada extra de segurança dificulta invasões mesmo quando a senha é descoberta.

Atualize aplicativos regularmente

Versões atualizadas corrigem falhas exploradas por criminosos.

Use antivírus confiável

Principalmente em dispositivos Android e computadores.

Monitore movimentações

Verifique extratos e notificações frequentemente.

Evite redes Wi-Fi públicas

Essas conexões podem facilitar a interceptação de dados.

O papel do Banco Central na proteção dos usuários

O Banco Central tem ampliado iniciativas para fortalecer a segurança do sistema financeiro brasileiro.

Além de regulamentar instituições financeiras, o órgão promove campanhas educativas sobre golpes digitais, orienta consumidores e aprimora mecanismos de proteção para operações eletrônicas.

Também é importante utilizar apenas plataformas oficiais para consultas financeiras e serviços relacionados ao sistema bancário.

Conclusão

Os golpes contra correntistas estão mais sofisticados do que nunca. Criminosos utilizam tecnologia, engenharia social e informações reais para convencer vítimas a compartilhar dados ou realizar transferências.

A principal forma de proteção continua sendo a informação. Desconfiar de contatos inesperados, evitar agir sob pressão e utilizar apenas canais oficiais são atitudes fundamentais para preservar a segurança financeira.

Em um cenário onde as fraudes evoluem constantemente, manter a atenção é tão importante quanto escolher um banco confiável.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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