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Quem vende milhas pode ter sua conta bloqueada e ficar no prejuízo

Descubra os riscos que você pode correr ao tentar vender milhas aéreas. Saiba como prevenir prejuízos e bloqueios em sua conta.

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
Ilustração de um celular em um céu azul, entre nuvens. Da tela do aparelho, saem um avião, duas passagens aéreas, uma mala e um passaporte.

O sistema de venda de milhas aéreas, favorecido por muitos viajantes de todo o mundo, enfrenta um período de incerteza após uma recente decisão judicial. A companhia aérea Azul obteve essa sentença em um processo no qual contestou as práticas comerciais adotadas por um cliente.

A controvérsia surgiu quando uma passageira da Azul teve a conta de seu programa de milhagens TudoAzul bloqueada por três meses. A empresa justificou esta medida alegando que a cliente estava vendendo suas milhas. Veja mais detalhes a seguir!

Por que as companhias aéreas estão lutando contra a venda de milhas?

Uma passageira moveu um processo devido ao bloqueio de sua conta no TudoAzul, o programa de milhagens da Azul Linhas Aéreas, por um período de três meses. A companhia alegou que a passageira estava se envolvendo na comercialização das milhas, o que o programa proíbe.

Teclado preto com um botão azul que traz um símbolo de avião branco
Imagem: mtkang / shutterstock.com

Nesse contexto, a passageira solicitou uma compensação financeira abrangendo danos morais e materiais no valor de R$11.387. No entanto, segundo reportado pela Folha de S. Paulo, o juiz responsável pelo caso, Luiz Fernando Santana Moreira, do Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro, rejeitou o pedido de indenização.

Qual a política da Azu?

A venda de milhas aéreas adquiridas, seja por voos feitos, pela conversão de programas bancários ou através da compra pelo próprio Clube TudoAzul, é restringida pela companhia aérea. Ademais, é importante citar que a adesão a este programa é voluntária e as regras são de conhecimento do cliente antes de sua adesão.

O que isto significa para o futuro do comércio de milhas?

Esta sentença é a segunda de uma série de decisões judiciais que parecem favorecer as companhias aéreas em disputas relativas ao comércio de milhas aéreas. Em uma decisão anterior, um passageiro apresentou uma reclamação de violação do Código de Defesa do Consumidor depois que a LATAM o bloqueou no programa de milhas.

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Além disso, decisões judiciais recentes, como o caso 123Milhas, levam especialistas a acreditar que o comércio de milhas poderá sofrer um impacto significativo, ou até mesmo que autoridades possam abolir essa prática. No entanto, é muito cedo para determinar exatamente quais serão as implicações de longo prazo desses casos.

Imagem: Adisak Riwkratok / Shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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