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R$ 2 BILHÕES: Polícia Federal pega mais uma pirâmide de criptomoedas; confira

A Polícia Federal descobriu um novo esquema de pirâmide de criptomoedas, de empresa responsável por movimentar R$ 2 bilhões. Entenda!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio3 min de leitura
Imagem de dados formando uma pirâmide, com uma moeda de bitcoin a frente.

A Polícia Federal descobriu um novo esquema de pirâmide de criptomoedas. A empresa paraibana Braiscompany é responsável por movimentar R$ 2 bilhões e, agora, é alvo das investigações da PF.

A operação Select II, que aconteceu na manhã da última quinta-feira (18), está dentro de uma operação maior, chamada Halving. O objetivo é conseguir mais evidências de fraude no projeto.

A Braiscompany está sendo investigada pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e é suspeita de cometer crimes contra o sistema financeiro. O nome do projeto, “Halving”, faz alusão a um processo de mineração de bitcoin.

Entenda o que é a Braiscompany e a pirâmide de criptomoedas

Fundada pelo casal Antonio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias Campos, a empresa é especialista em ativos digitais e blockchain. Quem se interessasse pelo tema poderia comprar ativos virtuais e alugá-los para a empresa pelo período de 1 ano.

O iniciou desse esquema de pirâmide de criptomoedas se deu quando um investidor começou a vender a ideia para a família, amigos e conhecidos, que foram perpetuando este ciclo.

Em Campina Grande – cidade a 126 km da capital João Pessoa -, muitas pessoas colocaram todas as suas economias pessoais na empresa. Afinal, conforme prometido, o pagamento dessa locação era o que representava o rendimento do cliente ao fim.

E a promessa? Um retorno financeiro de 8% ao mês. Entretanto, essa promessa é muito alta para o padrão de mercado, principalmente o de criptomoedas, que oscila bastante.

Com sede em Campina Grande (PB), a empresa é alvo de uma terceira investigação. Isso porque, nos últimos 4 anos, a companhia movimentou cerca de R$ 2 bilhões em criptoativos.

Entenda mais sobre a Operação Halving, da Polícia Federal

As primeiras investigações da pirâmide de criptomoedas se iniciaram em fevereiro deste ano, quando os investidores começaram a reclamar da falta de pagamento por parte da empresa. Toda a denúncia aconteceu pelas redes sociais e levantou suspeitas do Ministério Público da Paraíba.

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Dessa maneira, a Operação Select II aconteceu em abril de 2023, cumprindo 6 mandados de busca e apreensão contra a Braiscompany em Campina Grande (PB), Assunção (PB) e na cidade de São Paulo (SP).

Agora, com a Operação Select II, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca em apreensão apenas no escritório na cidade de São Paulo.

Ambos os fundadores já se envolveram em golpes financeiros anteriormente. Eles eram integrantes da D9 Club de Empreendedores, que utilizava criptoativos como fachada para enganar vítimas.

Imagem: Zimmytws / Shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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