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Moagem de cana da Raízen atinge 24,5 milhões de toneladas no início da safra 2025/2026

Raízen reduz moagem de cana para 24,5 milhões de toneladas no início da safra 2025/2026 devido a chuvas; veja impactos.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Moagem de cana da Raízen atinge 24,5 milhões de toneladas no início da safra 2025/2026

A Raízen, maior produtora global de etanol e açúcar de cana-de-açúcar, anunciou nesta quinta-feira (25) os resultados preliminares do primeiro trimestre da safra 2025/2026. De acordo com o fato relevante divulgado pela companhia, foram moídas 24,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no período, um recuo significativo em relação aos 30,9 milhões registrados no mesmo intervalo da safra anterior.

Segundo a empresa, as chuvas intensas ao longo do trimestre prejudicaram o ritmo de colheita e moagem, impactando diretamente a diluição de custos operacionais. O clima adverso já era previsto por analistas como um dos desafios da atual temporada, especialmente em regiões do Centro-Sul, onde se concentram as principais operações da companhia.

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Produção de açúcar segue robusta, apesar da queda na moagem

Raízen cana
Imagem: Reprodução

Açúcar equivalente ultrapassa 2,8 milhões de toneladas no período

Mesmo diante de uma moagem reduzida, a Raízen conseguiu manter uma produção relevante de açúcar. A prévia operacional aponta que o volume de açúcar equivalente produzido ficou entre 2,79 milhões e 2,82 milhões de toneladas no primeiro trimestre da nova safra. O número indica uma performance relativamente estável, mostrando que a companhia priorizou a produção açucareira no período.

A estratégia da Raízen está alinhada com o cenário internacional, em que os preços do açúcar seguem em níveis atrativos. Com forte presença nos mercados externo e interno, a empresa demonstrou capacidade de planejamento ao destinar parte significativa da cana para essa finalidade, em detrimento do etanol.


Vendas de açúcar crescem e refletem planejamento comercial

Volume vendido aumentou 30% em relação à safra anterior

As vendas de açúcar próprio atingiram 995 mil toneladas entre abril e junho de 2025, um avanço de 30% na comparação com as 765 mil toneladas do mesmo trimestre de 2024. Esse crescimento expressivo evidencia a consolidação da estratégia comercial da companhia, que tem se baseado em contratos de exportação, fixação antecipada de preços e logística de escoamento programada ao longo do ano.

Nos comentários que acompanharam a divulgação da prévia, a Raízen destacou que o desempenho das vendas de açúcar está “alinhado à disponibilidade de produto, estratégia de embarques ao longo do ano e fixação de preços”. A leitura do mercado é de que a companhia vem se protegendo bem da volatilidade internacional, garantindo margens satisfatórias mesmo diante das adversidades climáticas.


Etanol tem queda expressiva nas vendas no trimestre

Companhia vendeu 496 mil m³ de etanol próprio, contra 672 mil m³ em 2024

No segmento de etanol, a companhia registrou uma queda de 26% nas vendas no primeiro trimestre da safra 2025/2026. Foram comercializados 496 mil metros cúbicos do biocombustível de produção própria, frente a 672 mil metros cúbicos no mesmo período do ciclo anterior.

O recuo reflete a menor disponibilidade de matéria-prima, mas também está relacionado a uma menor atratividade do etanol no mercado interno nos últimos meses, em função da paridade de preços com a gasolina. Além disso, os estoques elevados de etanol hidratado e anidro no fim da safra passada também influenciaram a dinâmica do setor no início deste novo ciclo.

Apesar da retração nas vendas, a Raízen segue como referência no setor de biocombustíveis no Brasil e aposta em novos contratos no mercado internacional, especialmente no contexto da transição energética e da descarbonização de frotas globais.


Chuvas comprometem custos e logística no início da safra

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Imagem: Freepik

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Condições climáticas limitam produtividade e eficiência industrial

Um dos principais gargalos enfrentados pela Raízen neste início de safra foi o clima. As chuvas acima da média dificultaram o acesso aos canaviais, reduziram a eficiência na colheita mecanizada e impactaram o volume de cana processado por hora, o que comprometeu a diluição dos custos fixos.

O resultado foi um aumento relativo no custo por tonelada processada, afetando diretamente a rentabilidade das operações no trimestre. A companhia não detalhou os impactos financeiros, mas o mercado já projeta que os números do próximo balanço trimestral tragam reflexos desses entraves operacionais.

Especialistas do setor alertam que, se o clima úmido persistir, o atraso na colheita poderá comprometer a qualidade da matéria-prima nos próximos meses, o que exigirá ajustes adicionais nas estratégias industriais da companhia.


Expectativas para o restante da safra 2025/2026

Empresa aposta em recuperação nos próximos trimestres

Mesmo com um início desafiador, a Raízen mantém uma perspectiva de recuperação para os próximos trimestres. A expectativa é que, com a melhoria do clima e o avanço da colheita, o volume de cana moída cresça progressivamente, permitindo melhor aproveitamento industrial e redução dos custos operacionais por tonelada.

Além disso, os contratos futuros de açúcar e etanol indicam margens interessantes, o que pode estimular a companhia a otimizar sua produção de acordo com os sinais do mercado. A Raízen também segue investindo em inovação, automação e sustentabilidade, pilares centrais da sua estratégia de longo prazo.

Imagem: rafapress/shutterstock,com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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