O novo ranking global de aeroportos, divulgado pelo AirHelp Score, trouxe uma realidade preocupante para o Brasil em 2025. Apesar de um crescimento expressivo no fluxo de passageiros, o país conseguiu manter apenas um terminal entre os 10 melhores do mundo.
Ranking global de aeroportos expõe queda do Brasil; só um resiste entre os melhores
Veja como o Brasil caiu no ranking global de aeroportos 2025. Apenas um resiste entre os melhores. Entenda aqui e planeje sua próxima viagem!!!
O Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek foi o único a se segurar no topo. Com nota final de 8,47, ele subiu uma posição em relação ao ano passado, mas os demais aeroportos brasileiros perderam força ou não conseguiram avançar no ranking.

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Aeroportos no Brasil: Brasília se consolida como referência
O aeroporto de Brasília conquistou o quarto lugar global com pontuação sólida em três quesitos avaliados: pontualidade (8,6), opinião dos clientes sobre serviços (8,3) e qualidade de alimentação e lojas (8,2). O terminal, administrado por uma concessionária privada, tem se destacado pelos investimentos em infraestrutura e pela busca de eficiência operacional.
Para especialistas, Brasília virou exemplo de gestão que alia agilidade de voos, conforto e oferta de serviços diversificados para os passageiros. Com rotas que conectam praticamente todo o país, o hub reforça sua importância para o turismo de negócios e o turismo de lazer.
Outras posições brasileiras no ranking AirHelp Score
Além de Brasília, apenas outros dois aeroportos brasileiros aparecem no top 20 do mundo: o Aeroporto Internacional de Belém/Val-de-Cans, na 13ª colocação, e o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em 17º lugar. Apesar de ter perdido quatro posições, Belém ainda se mantém entre os melhores da América Latina.
Já o Santos Dumont foi o destaque positivo, saltando 23 posições em relação ao ano anterior. Essa recuperação foi atribuída a uma série de obras de revitalização, melhorias na sinalização e requalificação dos serviços de alimentação.
Queda no desempenho geral preocupa setor
Apesar de alguns aeroportos subirem no ranking, a lista mostra que muitos terminais brasileiros enfrentam dificuldades para manter um padrão de qualidade elevado. Aeroportos como Guarulhos, principal porta de entrada internacional do Brasil, ficaram apenas na 61ª posição.
Para Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil, a pontualidade de voos tem pesado bastante nas notas finais. Atrasos e cancelamentos frequentes prejudicam a imagem do país e afetam diretamente a experiência do viajante.
Infraestrutura e clima: vilões ou desafios?
Além dos desafios estruturais e de gestão, o clima também impacta o desempenho de alguns aeroportos. O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, despencou no ranking, aparecendo apenas na 216ª posição. O terminal ficou fechado por meses em 2024 devido às fortes enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul.
Isso expõe um ponto crítico: a resiliência da infraestrutura aeroportuária brasileira diante de eventos climáticos extremos. Com mudanças no clima mais frequentes, governos e operadores precisam investir em medidas de mitigação para evitar paralisações prolongadas.
Os líderes do ranking global
Enquanto o Brasil luta para manter relevância, outros países despontam no AirHelp Score 2025. O Aeroporto Internacional da Cidade do Cabo, na África do Sul, ficou em primeiro lugar, seguido pelo Aeroporto de Hamad, em Doha (Qatar), e pelo Aeroporto King Khalid, em Riade (Arábia Saudita).
Esses terminais se destacaram por combinar pontualidade exemplar, serviços de alta qualidade e infraestrutura moderna. Além disso, políticas de gestão voltadas para a experiência do cliente são prioridade, o que garante boas avaliações por parte dos usuários.
Critérios do AirHelp Score 2025
O ranking global analisou 250 aeroportos em 68 países, com base em 13,5 mil avaliações de passageiros. Os dados cobriram o período de 1º de junho de 2024 a 31 de maio de 2025. Três aspectos principais foram avaliados:
Pontualidade dos voos
A pontualidade mede a capacidade do terminal de garantir partidas e chegadas dentro do horário previsto. Esse fator tem grande peso, já que impacta diretamente na satisfação do passageiro e na logística de conexões.
Qualidade dos serviços
Esse critério considera opinião dos clientes sobre equipe de atendimento, tempo de espera, limpeza, acessibilidade e outros elementos que afetam o dia a dia do viajante. A empatia e a eficiência dos colaboradores contam pontos importantes.
Alimentação e lojas
Por fim, a variedade e a qualidade das opções gastronômicas e comerciais foram avaliadas. Um aeroporto que oferece boas lojas, restaurantes e ambientes agradáveis para esperar voos têm maior apelo para os passageiros.
Desafios do Brasil na aviação comercial
Para especialistas, o Brasil enfrenta um dilema: enquanto o número de passageiros cresce, os investimentos em modernização não avançam no mesmo ritmo. Isso leva a sobrecarga em terminais, queda na qualidade do serviço e insatisfação.
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Há ainda gargalos relacionados à burocracia, concessões mal geridas e falta de políticas públicas consistentes. Mesmo com o avanço das concessões privadas, ainda há desafios em fiscalizar e garantir contrapartidas de melhorias em infraestrutura.
O papel das concessionárias privadas
A presença de operadores privados trouxe avanços importantes em alguns aeroportos, como é o caso de Brasília e Santos Dumont. Porém, o modelo precisa evoluir para garantir equilíbrio entre lucratividade, qualidade de serviço e inovação constante.
Empresas que administram os terminais precisam se adaptar a novas exigências do passageiro moderno, que valoriza tecnologia, automação e serviços personalizados.
Tendências globais para aeroportos
O desempenho de terminais da África e Oriente Médio mostra que mercados emergentes podem competir com gigantes europeus e asiáticos. A inovação, o investimento em tecnologia de segurança e o foco na jornada do cliente têm sido fatores determinantes para o sucesso.
Além disso, a sustentabilidade ganha espaço como diferencial competitivo. Aeroportos com estratégias de redução de carbono, gestão eficiente de resíduos e energia limpa tendem a se destacar nos rankings globais nos próximos anos.
Brasil pode reverter o cenário?
Mesmo com uma posição desconfortável, especialistas afirmam que o Brasil tem potencial para subir no ranking nos próximos anos. Para isso, será necessário planejamento de longo prazo, investimentos consistentes e melhoria na gestão dos contratos de concessão.
O fortalecimento de rotas regionais também é visto como estratégia importante para descentralizar o fluxo de passageiros e desafogar grandes hubs como Guarulhos.
O que o passageiro pode esperar
Para os passageiros, conhecer o ranking pode ajudar na hora de planejar viagens. Um aeroporto bem avaliado oferece maior segurança de pontualidade, menos estresse e experiências mais confortáveis.
A expectativa é que os aeroportos brasileiros invistam mais em tecnologia, treinamento de equipes e modernização de estruturas. Assim, poderão oferecer serviços à altura dos principais hubs do mundo.

O AirHelp Score 2025 expôs uma queda preocupante da qualidade geral dos aeroportos brasileiros, com exceções pontuais como Brasília. Para recuperar posições, será preciso superar gargalos históricos de infraestrutura e investir em gestão moderna, tecnologia e resiliência climática.
Enquanto isso, o ranking serve de alerta para operadores, governo e passageiros sobre onde o setor precisa melhorar para garantir viagens mais tranquilas, confortáveis e seguras. E para quem voa, vale ficar de olho nas avaliações e planejar rotas considerando os terminais mais bem posicionados.
