As expectativas do Banco Central do Brasil (BC) é que o Real Digital passe por sua fase de testes ainda este ano, para que, no fim de 2024, seja lançado oficialmente. Desse modo, o Brasil fará parte do Central Bank Digital Currency (CBDC), que em tradução, significa “moeda digital do Banco Central”.
Real Digital pode mudar completamente a economia
Confira os detalhes sobre o desenvolvimento do Real Digital no país e as consequências disso na economia brasileira.
Ano passado, dos 114 países que tinham expectativas de desenvolver sua própria moeda digital e fazer parte do CBDC, apenas 11 tiveram sucesso na elaboração do projeto. Dessa forma, o Brasil tem um grande potencial de alcançar esse sucesso e, com isso, a economia do país seria completamente diferente da maneira que conhecemos hoje.
Com o Real Digital sendo usado pelos brasileiros em operações financeiras do dia a dia, como pagamentos, investimentos, entre outros, o país poderia alcançar o mesmo patamar das maiores potências mundiais. Contudo, restam muitas dúvidas sobre as consequências do uso do Real Digital.
Dúvidas sobre o impacto do Real Digital
Entre as dúvidas pode-se citar a questão do fim dos bancos ou do fim do Pix. Antes de mais nada, podemos destacar que as operações das instituições financeiras não serão encerradas por causa do Real Digital.
Apesar de a expectativa sobre a nova moeda digital ser de um uma revolução financeira que pode transformar o país em uma grande potência mundial, os bancos e seus serviços, como o Pix, continuarão em atividade. Para que isso seja clarificado, é importante detalhar informações sobre o Real Digital.
Como vai funcionar a moeda digital do Brasil?
De certo modo, essa tecnologia pode se apresentar de uma maneira semelhante ao Pix. As pessoas terão uma carteira digital vinculada a instituições financeiras autorizadas. Seu valor será o mesmo do Real, não havendo portanto, a necessidade de conversão.
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Contudo, haverá uma versão para o atacado e outra para o varejo. Enquanto o Real Digital do atacado será usado por empresas de grande porte e instituições financeiras, a versão varejo será utilizada pelos cidadãos em geral.
Entre as vantagens de seu uso podemos citar mais segurança quanto a esquemas de lavagem de dinheiro e a competitividade do mercado digital. Além disso, haveria uma redução das cédulas físicas, que atualmente representam apenas 3% do dinheiro em circulação.
Imagem: ESB Professional / Shutterstock.com
