Como funciona o recadastramento do Bolsa Família
Para manter os benefícios do Bolsa Família, é sempre necessário garantir que os seus dados estejam atualizados. Isso ganhou mais importância agora que o governo Lula indicou que excluirá famílias com indícios de fraude do programa.
Dessa forma, para evitar qualquer problema, o recadastramento do Bolsa Família pode ser necessário.
Em linhas gerais, esse recadastramento serve para observar se houve mudanças na família beneficiária e confirmar se não existem divergências em relação aos critérios para conseguir o Bolsa Família.
Recadastramento do Bolsa Família em 2023
Durante os últimos meses do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o grupo de transição para o novo governo já recebia informações sobre possíveis indícios de fraude nos cadastros do Bolsa Família.
Conforme o atual Ministro da Economia, Fernando Haddad, já em dezembro o ex-presidente havia pedido a exclusão de 2,5 milhões de famílias do programa.
Em janeiro de 2023, o Ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome do governo Lula, Wellington Dias, iniciou os trabalhos para o recadastramento dos casos com maiores indícios de suspeitas de fraudes.
Dessa forma, existe uma estimativa de que até 10 milhões de famílias apresentem indícios dessas fraudes ou desatualizações no cadastro. No entanto, a princípio estão sendo priorizados os recadastramentos dos 2,5 milhões de beneficiários com maiores indicativos.
Isso não significa, entretanto, que todas essas pessoas tenham feito algo de errado. Em alguns casos, pode se tratar apenas de desatualização do cadastro.
No entanto, caso você tenha sido convocado ou já cumpra algum critério para a atualização, não perca tempo.
Quem precisa de fazer o recadastramento do Bolsa Família
Como regra, o Bolsa Família exige que os seus beneficiários atualizem as informações em duas circunstâncias. A primeira delas é no caso de uma mudança na família.
Para conferir quais dados sobre os beneficiários devem ser atualizados quando há uma mudança, basta acessar o aplicativo ou site do Cadastro Único. O login é feito por meio do Gov.br.
Endereço e composição familiar são alguns dos blocos de informações que devem ser preenchidos.
Já o segundo cenário em que as atualizações são obrigatórias é com o passar de dois anos da última atualização ou criação do Cadastro Único, mesmo que não haja qualquer mudança na família.
No entanto, como é o caso das atuais suspeitas de fraude, essas atualizações podem ser solicitadas.
Caso o governo não entre em contato por meio de algum canal, como o aplicativo, mensagens de texto ou ligações, o ideal é consultar o aplicativo do benefício.
Hoje, o programa vem sendo chamado de Bolsa Família de maneira informal, já que o seu nome, legalmente, ainda é Auxílio Brasil.
O atual governo vem utilizando o antigo nome porque a ideia é concluir o desenho do benefício, que deve voltar a se chamar formalmente Bolsa Família em março deste ano.
Essa é uma ressalva importante porque, para consultar o benefício e confirmar se não há qualquer problema com o pagamento, é necessário acessar o aplicativo do Auxílio Brasil.
Por meio da ferramenta, portanto, é possível consultar valores associados ao programa.
Como fazer o recadastramento do Bolsa Família
Não é complicado fazer o seu recadastramento no Bolsa Família. Ao ser notificado ou estar dentro de algum dos casos em que a atualização é obrigatória, é possível fazer o processo todo por meio do celular.
Passo 1: Aplicativo do Cadastro Único
Para ter acesso ao Bolsa Família, todos precisam ter um Cadastro Único.
No caso do recadastramento, portanto, é necessária apenas uma atualização dos dados cadastrais. Para esse serviço, contudo, não é necessário sair de casa; basta baixar o aplicativo do Cadastro Único.
Além disso, ele pode ser encontrado por meio da Apple Store, para iPhones, ou Google Play, para celulares Android. Há também a opção de acesso pelo site, mencionado anteriormente.

Passo 2: Dados de endereço da família
No aplicativo, você encontra a opção chamada “Atualização cadastral por confirmação”. Por lá, vão ser exibidos dois blocos de informação. O primeiro deles é nomeado de “Endereço da família”.
Como você já possui um cadastro, as informações já devem estar todas preenchidas. O que deve ser feito é a revisão dos dados registrados. Caso exista qualquer diferença em relação às informações atuais do beneficiário, é necessário atualizá-las.
Passo 3: Dados de composição familiar
Este é o outro bloco de informação dentro da “Atualização cadastral por confirmação”. A ideia é a mesma. O usuário é questionado se houve inclusão ou exclusão de membros na família.
Se não houver alteração, é só revisar os dados existentes.
Passo 4: Confirmação
A etapa final é a de confirmação. O beneficiário confirma as informações dos dois blocos de dados e atesta a sua veracidade. Após essas etapas, fica desbloqueada a opção “Confirmar dados do Cadastro Único”. Basta clicar e finalizar o processo.
Quem tem direito ao Bolsa Família
Para se cadastrar ou fazer o recadastramento do Bolsa Família, é necessário estar dentro de algum dos grupos que têm direito ao benefício: situação de pobreza ou extrema pobreza.
O primeiro grupo é o das famílias que possuem renda familiar per capita mensal entre R$ 105,01 e R$ 210. Já o segundo é o de famílias que têm uma renda familiar per capita igual ou inferior a R$ 105.
Atualmente, o programa oferece como benefício fixo o valor de R$ 600. De acordo com as promessas do presidente Lula para seu novo governo estava a manutenção dessa quantia – o que foi confirmado pelo Congresso no final de 2022.
No entanto, o atual mandatário também garantiu que famílias com crianças de 0 a 6 anos teriam um adicional de R$ 150 — alteração que ainda não ocorreu.
Conforme Wellington Dias, o pagamento do acréscimo a essas famílias deverá começar a ser feito em março, após o recadastramento de perfis suspeitos de fraude.
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