O RecargaPay, uma das plataformas de pagamentos mais conhecidas do Brasil, fez um movimento ousado no mercado financeiro ao lançar sua própria linha de investimentos. A partir de 21 de julho de 2025, a fintech oferece Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade de até 120% do CDI, desafiando grandes bancos digitais e fintechs já estabelecidas no mercado de investimentos. Este novo passo coloca o RecargaPay em uma intensa disputa pela atenção dos investidores em um cenário de taxas de juros elevadas, oferecendo alternativas atraentes para quem busca aplicações mais rentáveis do que a tradicional poupança.
Novo CDB da RecargaPay oferece retorno de até 120 % do CDI
O RecargaPay lançou CDBs com rentabilidade de até 120% do CDI, apostando na guerra dos investimentos digitais.
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O que é o CDB e como ele funciona?
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são produtos de renda fixa emitidos por instituições financeiras, nos quais os investidores “emprestam” seu dinheiro a um banco, que utiliza os recursos para suas atividades de crédito. Em troca, o banco paga ao investidor um rendimento previamente acordado, que pode ser atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), à inflação ou pré-fixado.
Existem diferentes tipos de CDBs, mas o que diferencia o lançamento do RecargaPay é a sua rentabilidade competitiva, de até 120% do CDI. Essa rentabilidade é superior à oferecida pela poupança e rivaliza com os melhores produtos de bancos digitais, atraindo uma gama crescente de investidores, especialmente em um cenário de Selic elevada.
Como funcionam os CDBs do RecargaPay?
Os novos CDBs lançados pelo RecargaPay oferecem prazos de 6, 12 e 24 meses, com rentabilidades de 112%, 115% e 120% do CDI, respectivamente. Para investir, o valor mínimo exigido é de R$ 50, o que torna esse produto acessível a uma vasta base de clientes. Além disso, o investimento é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que significa que, caso o banco emissor tenha problemas financeiros, o investidor pode ser ressarcido até R$ 250 mil por CPF.
A aplicação é realizada diretamente pelo aplicativo RecargaPay, sem a necessidade de burocracia, o que facilita a vida de investidores que buscam uma alternativa simples e acessível para alocar seus recursos. Inicialmente, a funcionalidade está disponível apenas para um grupo restrito de usuários, mas deverá ser liberada para todos os clientes em breve.
A guerra dos CDBs e a disputa por investidores
A entrada do RecargaPay no mercado de investimentos coloca a fintech em plena competição com outros bancos digitais e plataformas financeiras, que também estão oferecendo CDBs atrativos. O Banco Inter, por exemplo, recentemente lançou o “Meu Porquinho por Objetivos”, um produto que permite ao usuário criar até 10 metas distintas para guardar dinheiro, com investimentos em CDBs de liquidez diária. Já o Neon tem se destacado com ofertas de CDBs promocionais que rendem até 150% do CDI, enquanto o Mercado Pago e o Nubank também oferecem opções de CDBs com rentabilidade de até 120% do CDI.
Esse movimento reflete uma mudança importante no comportamento dos consumidores brasileiros, que estão cada vez mais em busca de investimentos mais rentáveis e menos burocráticos do que a poupança, que historicamente foi a principal opção de muitos brasileiros para a reserva de emergências. A alta da taxa Selic, que está em 15% ao ano, também contribui para o aumento do interesse por produtos de renda fixa mais competitivos, como os CDBs.
Por que investir em CDBs?

Os CDBs têm se tornado uma das principais alternativas para investidores que buscam segurança e rentabilidade. Em comparação com a poupança, os CDBs oferecem uma rentabilidade significativamente mais alta, especialmente quando atrelados ao CDI, que costuma acompanhar a taxa básica de juros, a Selic.
Outra vantagem dos CDBs é a garantia do FGC, o que proporciona uma camada extra de segurança para o investidor. Se o banco emissor falir, o FGC garante o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira. Além disso, a tributação sobre os rendimentos segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, o que pode ser vantajoso para investidores de longo prazo, que pagam menos impostos à medida que o tempo de investimento aumenta.
Comparação com outras opções de investimento
Em um cenário onde os juros estão elevados, os CDBs se apresentam como uma opção atraente para quem quer rentabilidade sem assumir riscos elevados. Vamos comparar as principais alternativas de investimentos:
Poupança
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A poupança tem uma rentabilidade baixa e, em um cenário de taxa Selic elevada, ela se torna ainda menos atrativa. Seu rendimento é de 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), o que torna os CDBs uma opção mais vantajosa em termos de rentabilidade.
Tesouro Direto
O Tesouro Direto, especialmente os títulos pós-fixados como o Tesouro Selic, também são opções interessantes para quem busca um investimento seguro. No entanto, em termos de rentabilidade, os CDBs, principalmente os de bancos digitais, podem oferecer uma rentabilidade superior.
Fundos de Investimentos
Embora alguns fundos possam oferecer rentabilidades interessantes, eles costumam envolver maiores custos de administração e gestão. Os CDBs, por sua vez, são isentos de taxas de administração e oferecem uma rentabilidade mais previsível.
O impacto da Selic elevada no mercado de investimentos

A alta da taxa Selic tem sido um fator importante para o aumento do interesse em investimentos de renda fixa. Quando a Selic está em um patamar elevado, como é o caso atual, os produtos atrelados ao CDI, como os CDBs, tornam-se mais atraentes, pois oferecem rendimentos mais altos. O aumento da demanda por alternativas à poupança tem levado as fintechs e bancos digitais a oferecerem produtos mais competitivos para conquistar uma fatia maior do mercado.
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