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Norma do governo iguala regras de fintechs e bancos; entenda mudanças

Receita Federal publica instrução normativa que equipara fintechs a bancos, aumentando fiscalização e exigindo transparência.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Receita Federal pix ir

O governo federal reforçou a vigilância sobre o setor financeiro digital ao publicar uma instrução normativa que coloca as fintechs sob as mesmas regras aplicadas aos bancos. A Receita Federal apresentou a medida em meio ao avanço das investigações sobre práticas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, nas quais algumas fintechs foram identificadas como participantes.

O que muda com a instrução normativa

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Imagem: jcomp / Freepik

Igualdade de tratamento entre fintechs e bancos

A mudança inclui, entre outros pontos, a exigência de repasse de dados mais completos sobre operações consideradas atípicas, fortalecendo o poder de fiscalização da Receita Federal e ampliando a integração com a Polícia Federal.

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Transparência e prestação de informações

Entre os casos analisados estão sinais de fraude, lavagem de dinheiro e eventuais conexões com organizações criminosas. A Receita Federal reforça que a norma não cria novas exigências, mas adapta as regras já vigentes ao ambiente digital.

Operação Carbono Oculto e investigação de irregularidades

A instrução normativa foi publicada na sequência da Operação Carbono Oculto, que identificou a participação de fintechs em esquemas de ocultação de recursos do crime organizado. Uma das empresas investigadas teria movimentado cerca de R$ 47 bilhões entre 2020 e 2024.

A operação mapeou fraudes envolvendo postos de combustíveis e empresas da cadeia de importação, produção e distribuição de combustíveis.

Integração com órgãos de fiscalização

A normativa facilita o intercâmbio de informações entre a Receita Federal e outras instituições de controle, permitindo uma fiscalização mais precisa e ágil.

Repercussão no mercado

Especialistas em direito tributário e regulamentação financeira afirmam que a normativa representa um avanço na modernização da fiscalização, alinhando a atuação do setor digital com as regras que já regem bancos tradicionais. A expectativa é de que a medida reduza riscos de fraudes e fortaleça a credibilidade das fintechs no mercado.

Apesar dos benefícios, as empresas enfrentarão desafios operacionais, como a necessidade de adaptar sistemas internos, capacitar equipes de compliance e manter registros detalhados de todas as operações financeiras suspeitas. O investimento em tecnologia e auditoria será essencial para garantir conformidade e evitar sanções.

Contexto legal

Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com

Base normativa

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A instrução normativa baseia-se na Lei do Sistema de Pagamentos Brasileiro, que define as regras para instituições financeiras e demais participantes do mercado. A adaptação das fintechs a essa legislação assegura que elas passem a responder pelos mesmos critérios de transparência e prestação de contas que os bancos.

Perguntas frequentes

1. O que mudou para as fintechs com a nova norma?
As fintechs passam a ter as mesmas obrigações de bancos em relação a transparência, prestação de informações e fiscalização de operações financeiras suspeitas.

2. Quais crimes a normativa busca combater?
A instrução normativa foca no combate a crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, ocultação de recursos e fraudes financeiras.

Considerações finais

A publicação da instrução normativa que iguala fintechs a bancos representa um marco na regulamentação do setor financeiro digital no Brasil. Dessa maneira, a medida da Receita Federal fortalece a fiscalização, aumenta a transparência e cria barreiras para a atuação de organizações criminosas no sistema financeiro. A integração entre Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público é um passo estratégico para prevenir fraudes e garantir um ambiente mais seguro para todos os participantes do mercado.

Ademais, ao exigir das fintechs os mesmos padrões de compliance e prestação de contas que os bancos, o governo sinaliza a importância de modernizar a regulação, acompanhando o crescimento acelerado do setor digital e protegendo a economia de irregularidades que possam comprometer a confiança do sistema financeiro.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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