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Receita Federal mira no Pix, notas fiscais e mais: saiba os riscos de estar informal

Receita Federal intensifica sua fiscalização sobre trabalhadores informais. Saiba os riscos de estar fora da formalização!

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 5 min de leitura
Fachada de um prédio da Receita Federal

A informalidade no Brasil tem sido uma realidade para milhões de trabalhadores, e em 2025, essa prática está sendo mais observada pela Receita Federal. Com o avanço da digitalização e o aumento das transações via Pix, até mesmo quem trabalha sem CNPJ está deixando rastros. Por isso, entender os riscos envolvidos é fundamental para evitar problemas futuros.

O que a Receita Federal busca em 2025

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Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal está mais atenta do que nunca, especialmente em um cenário onde as transações financeiras são rastreáveis. A popularização do Pix e a emissão de notas fiscais, mesmo por trabalhadores informais, são monitoradas de perto. O simples ato de comprar produtos com nota fiscal ou realizar transações via meios digitais pode gerar um cruzamento de dados que leva à fiscalização.

Leia mais: Fiscalização da Receita Federal: o que mudou?

A digitalização de pagamentos trouxe uma nova realidade para os trabalhadores informais, que antes operavam sem grandes preocupações. Agora, é possível que a Receita Federal descubra movimentações suspeitas de maneira mais eficiente. Além disso, a fiscalização não se limita à esfera federal. Estados e municípios também estão preparados para identificar irregularidades fiscais e autuar os trabalhadores que não seguem as regras.

Fiscalização em diferentes esferas

A fiscalização, por ser um processo integrado, envolve não só o Governo Federal, mas também governos estaduais e municipais. Desde a emissão de recibos e notas fiscais avulsas até a divulgação de serviços em plataformas digitais, os trabalhadores informais podem ser identificados e autuados. Esse tipo de vigilância, antes mais limitada, agora abrange até a realização de eventos em espaços públicos, gerando notificações e multas para quem está fora da formalidade.

Quais os riscos da informalidade?

Trabalhar de forma informal, além de deixar o trabalhador vulnerável a processos fiscais, traz uma série de riscos. Em 2025, com a Receita Federal mais ágil na identificação de irregularidades, as consequências podem ser mais graves do que se imagina.

Multas e autuações

A ausência de registro e o não pagamento de impostos podem resultar em multas significativas, que variam conforme a atividade exercida e o volume de transações realizadas. Esses valores podem ser pesados e, em alguns casos, inviabilizar a continuidade do negócio informal.

Apreensão de mercadorias

Em situações de irregularidades fiscais, a Receita Federal tem o poder de apreender mercadorias comercializadas. Isso pode ocorrer, por exemplo, em vendas realizadas sem a devida documentação fiscal ou quando a movimentação de produtos é detectada sem a devida comprovação de origem e tributação.

Problemas com a justiça

Em casos mais graves, a sonegação fiscal pode levar a processos judiciais. Em situações extremas, a pessoa pode até ser processada e enfrentar consequências como a prisão. A informalidade deixa o trabalhador mais vulnerável a esse tipo de risco.

Dificuldade de acesso ao crédito

Outro risco significativo para quem não está formalizado é a dificuldade de acesso ao crédito. A falta de um CNPJ impede que o trabalhador acesse linhas de crédito e financiamentos, limitando seu crescimento e possibilidades de expandir seu negócio.

O que fazer para se proteger?

Diante de tantos riscos, a solução para muitos trabalhadores é a formalização. O processo de se tornar um Microempreendedor Individual (MEI) é simples e oferece uma série de vantagens, como acesso a benefícios previdenciários e a um regime tributário simplificado. A formalização, embora envolva um custo inicial e burocracia, é a forma mais segura de atuar dentro da legalidade e evitar problemas com o fisco.

Vantagens de formalizar-se como MEI

Optar pelo MEI é uma alternativa acessível para muitos trabalhadores informais. Entre as vantagens estão:

  • Acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, e pensão por morte.
  • Isenção de tributos como o INSS e o ICMS para pequenos negócios.
  • Maior segurança jurídica para o trabalhador, com a possibilidade de emitir notas fiscais.

Quem são os trabalhadores informais no Brasil?

O Brasil tem uma grande diversidade de trabalhadores informais, que atuam em diversas áreas e setores. De acordo com o IBGE, as maiores concentrações de informalidade estão nas regiões Norte e Nordeste, além de áreas metropolitanas em todo o país.

Tipos de trabalhadores informais

Entre os principais grupos de trabalhadores informais estão:

  • Autônomos e profissionais liberais: São aqueles que prestam serviços sem um vínculo empregatício formal, como cabeleireiros, eletricistas e motoristas de aplicativo.
  • Empregados sem carteira assinada: Trabalham para empresas ou pessoas, mas sem registro, o que os impede de usufruir de direitos trabalhistas como férias e 13º salário.
  • Trabalhadores familiares auxiliares: Aqueles que ajudam em negócios familiares, mas sem remuneração formal.
  • Trabalhadores domésticos sem carteira assinada: Pessoal que realiza funções domésticas sem vínculo formal.

Fatores que contribuem para a informalidade

Aplicativo da Receita Federal em smartphone de pessoa física
Imagem: rafapress/shutterstock.com

A informalidade no Brasil é alimentada por diversos fatores, como a falta de qualificação profissional, a burocracia envolvida na formalização, e o desconhecimento da legislação trabalhista. Em tempos de crise econômica, as alternativas informais acabam sendo vistas como a solução para a geração de renda.

Como evitar riscos se ainda não é possível se formalizar?

Para aqueles que ainda não podem se formalizar, é essencial adotar algumas práticas para minimizar os riscos:

  1. Mantenha registros financeiros: Organizar as finanças pode facilitar a comprovação de origem de recursos em caso de fiscalização.
  2. Procure orientação profissional: Consultar um contador pode ajudar na organização fiscal e evitar problemas com o fisco.
  3. Esteja atento à legislação tributária: As regras fiscais estão em constante mudança, então, é importante se manter informado sobre atualizações legais.

Considerações finais

Em 2025, a Receita Federal se tornou mais eficiente na identificação de irregularidades fiscais, e os trabalhadores informais correm sérios riscos. A formalização é o caminho mais seguro para evitar multas, apreensões de mercadorias e problemas jurídicos.

Para os que ainda não se formalizaram, é fundamental começar a organizar suas finanças e, se possível, buscar a formalização por meio do MEI ou outras alternativas legais.

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