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Receita Federal desmente cobrança de imposto para adultos que moram com os pais

Receita Federal desmentiu fake news que circulam nas redes sociais sobre suposta cobrança de imposto para adultos que moram com os pais.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Portaria receita federal

A Receita Federal divulgou uma nota oficial desmentindo informações falsas que circularam nas redes sociais nas últimas semanas. Segundo o boato, a partir de 2026, adultos que moram com os pais passariam a receber notificações do órgão para o pagamento de um suposto imposto referente a aluguel.

A instituição foi categórica: “Isso não existe, nem faz o menor sentido”. O comunicado reforça que não há nenhum tipo de medida em análise ou aprovada nesse sentido.

A origem da fake news

Receita Federal
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com

A desinformação ganhou força ao ser associada, de maneira equivocada, à criação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), instituído por meio de instrução normativa recente. O CIB, no entanto, tem como finalidade apenas organizar o compartilhamento de informações entre cartórios de imóveis, sem qualquer impacto direto para contribuintes que residem com familiares.

Leia mais: Receita Federal emite alerta contra notícia falsa; confira!

O que é o CIB?

O Cadastro Imobiliário Brasileiro foi criado para unificar dados sobre registros de imóveis em todo o país. Seu objetivo é aumentar a transparência e a integração de informações cartoriais, contribuindo para a segurança jurídica.

O que o CIB não faz

  • Não cria novos impostos.
  • Não interfere na vida de quem mora em imóveis da família.
  • Não exige registro adicional por parte dos contribuintes.

Ou seja, o CIB não possui qualquer relação com a suposta cobrança de imposto para adultos que vivem na casa dos pais.

A nota oficial da Receita Federal

Diante da repercussão, a Receita Federal se manifestou para tranquilizar a população e combater a desinformação.

Em nota, o órgão afirmou:

  • “Não existe nenhuma medida nesse sentido”.
  • “A suposta cobrança não tem fundamento e não faz o menor sentido”.
  • “As notícias falsas buscam apenas gerar medo e confusão na sociedade”.

A instituição ainda orientou que os cidadãos busquem informações em canais oficiais e desconfiem de conteúdos que circulam sem fontes verificáveis.

O crescimento da “geração canguru” no Brasil

A circulação do boato também encontrou terreno fértil em um cenário social em que cada vez mais adultos permanecem morando na casa dos pais. Conhecido popularmente como “geração canguru”, esse grupo representa jovens e adultos que adiam a saída do lar familiar por questões financeiras, educacionais ou culturais.

Dados da pesquisa Kantar IBOPE Media

Um levantamento divulgado em 2022 revelou:

  • Entre 2012 e 2022, o número de adultos de 25 a 34 anos que continuam morando com os pais cresceu 137%.
  • O movimento é mais acentuado nas grandes cidades, onde o custo de vida elevado dificulta a independência financeira.
  • No mesmo período, houve aumento de 69% no número de pessoas entre 20 e 34 anos que começaram ou retomaram a faculdade.

Esses dados ajudam a entender por que notícias relacionadas a esse público encontram tanta repercussão nas redes sociais.

Fake news e o impacto da desinformação

O caso envolvendo a Receita Federal se soma a uma série de episódios em que informações falsas circulam em ritmo acelerado nas redes, muitas vezes associadas a disputas políticas.

O papel das redes sociais

As plataformas digitais se tornaram o principal meio de disseminação de boatos, muitas vezes impulsionados por interesses partidários ou por criadores de conteúdo que buscam engajamento com pautas sensacionalistas.

Riscos para a sociedade

  • Geração de medo e insegurança entre a população.
  • Dificuldade de diferenciação entre informações oficiais e falsas.
  • Comprometimento da credibilidade das instituições públicas.

Como identificar informações falsas

Especialistas em checagem de fatos e o próprio governo destacam alguns cuidados básicos que podem evitar a propagação de fake news:

Verifique a fonte

Sempre busque se a informação foi publicada em canais oficiais, como sites da Receita Federal, Ministério da Fazenda ou veículos de imprensa reconhecidos.

Cuidado com mensagens alarmistas

Textos que usam termos como “urgente” ou que apelam ao medo geralmente não têm embasamento real.

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Se a notícia for verdadeira, certamente aparecerá em diferentes meios de comunicação confiáveis.

Contexto político e uso de desinformação

A Receita Federal indicou que os boatos parecem ter sido impulsionados por atores políticos contrários ao governo federal. Essa prática, que mistura desinformação com disputas partidárias, é cada vez mais comum no cenário brasileiro.

Desinformação como estratégia

  • Notícias falsas são usadas para descredibilizar instituições.
  • Muitas vezes, o objetivo é gerar instabilidade social.
  • A população se torna alvo fácil diante de informações complexas como normas tributárias.

O que esperar daqui para frente

Receita Federal
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com

Embora a Receita Federal tenha desmentido de forma clara o boato, especialistas alertam que novas fake news semelhantes devem surgir nos próximos meses, sobretudo em temas ligados a economia e tributos.

O desafio da comunicação pública

O caso reforça a necessidade de instituições governamentais intensificarem a comunicação direta com a população, utilizando canais oficiais para esclarecer dúvidas e desmentir informações falsas com agilidade.

FAQ – Perguntas frequentes

O que a Receita Federal disse sobre a cobrança de impostos para adultos que moram com os pais em 2026?
A Receita Federal afirmou que a informação é falsa e não há qualquer medida nesse sentido.

O Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) tem impacto na vida de quem mora com familiares?
Não. O CIB apenas organiza dados entre cartórios de imóveis e não interfere em contribuintes que moram em residências da família.

O que é a “geração canguru”?
É o termo usado para definir adultos entre 25 e 34 anos que permanecem vivendo com os pais, fenômeno que cresceu 137% em dez anos no Brasil.

Considerações finais

A resposta rápida do órgão foi fundamental para conter a disseminação da mentira, mas o caso mostra que a comunicação oficial precisa ser cada vez mais direta e acessível ao público. Para os cidadãos, a lição é clara: buscar informações em fontes confiáveis e evitar o compartilhamento de conteúdos não verificados é a melhor forma de reduzir o impacto das fake news na sociedade.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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